O pós-humanismo

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Créditos: sumire8 / Shuttterstock.com O outrora insuspeito antropocentrismo que embasou quase toda concepção humanista do último século não resistiu ao tempo intacto. Pois, para a compreensão do pós-humanismo, há necessidade de uma rearticulação dos questionamentos antropológico-filosóficos sobre as noções de humanidade e de ser humano.   O maior desafio proposto pela reflexão sobre o estatuto do ser humano, é decifrar o núcleo central em torno do qual gravitou toda a história do pensamento. Aliás, as diversas antropologias subjazem em filosofias, religiões e ciências em sua missão de explicar a origem, o significado, a justificativa e destino de todo fenômeno humano. Analisar as dicotomias e paradoxos constitui uma constante na tradição filosófica ocidental, de sorte que é compreensível que todo esforço de autocompreensão seja notabilizado por uma série de dualismos. E, alguns desses, insuperáveis. Assim, nos é bastante frugal a antinomia entre corpo e espírito, carne e alma, instinto e consciência, razão e emoção, natureza original e cultura e, por sua vez, entre as ciências naturais e humanidades. E, ainda, entre as ciências exatas e ciências sociais (puras ou aplicadas). Um fato definidor para construção da perspectiva sobre o ser humano dependerá particularmente de cada autor ou corrente filosófica que tenta

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