Inteligência artificial no STF dará celeridade a processos

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A ferramenta Victor é a inteligência artificial do STF.

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Créditos:: Laremenko iStock

A inteligência artifical do STF, a ferramenta Victor, será uma aliada da Corte para dar celeridade aos processos. Ela é capaz de identificar a repercussão geral dos recursos e destacar peças principais. Desenvolvida em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), ela teve custo de R$ 1,6 milhão. Victor será totalmente implantada até o começo do ano que vem.

Victor também pode solucionar, sozinho, cerca de um oitavo dos recursos extraordinários que chegam ao STF. Ele devolve automaticamente aos tribunais de origem os REs que se enquadram em algum dos 27 temas de repercussão geral. Ele tem uma média de acerto de quase 90%, mas ainda está sendo aperfeiçoado para atingir uma menor margem de erro.

Outra funcionalidade da ferramenta é identificar e separar as cinco peças principais do processo: o acórdão recorrido, o juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, a petição do RE, a sentença e um eventual agravo no recurso. Isso em 5 segundos. Os servidores levam mais de 30 minutos.

O ministro Dias Toffoli, presidente do STF, destacou no fim de outubro que Victor terá enorme importância no futuro para a Corte e nas instâncias inferiores. A Corte acredita que a ferramenta estimulará tribunais de todo o país a investirem em inteligência artificial.

O nome Victor é uma homenagem a Victor Nunes Leal, ministro do STF de 1960 até 1968 pioneiro em tentar sistematizar os precedentes do tribunal. (Com informações do Jota.Info.)