Baladas do Cárcere: A construção da empatia e a vida intelectual do advogado

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Por Paulo Tamer Junior* “Antes de ter uma ciência do mundo, temos de ter a concepção de um mundo que pode ser objeto de ciência” – Eric Voegelin Atualmente, inclusive com alguma facilidade nota-se a preocupante carência intelectual da advocacia brasileira. Não é incomum depararmo-nos com processos em que a inabilidade técnica do advogado acabou por prejudicar, ou mesmo ferir de morte, a pretensão de seus assistidos. Olhando superficialmente para casos tais, emergem de plano o excesso de argumentação em momento inoportuno, dando armas à quem resistirá à pretensão do assistido, não alegação de importantes institutos legais, jurisprudenciais ou doutrinais, além de incompetências mais gritantes como desatenção a prazos, desatendimento de ordens judiciais, dentre outros. Todavia, ao que parece, o principal problema das classes que têm a palavra como sua principal ferramenta de trabalho é a incapacidade na formação de narrativas plausíveis, sensatas e que atendam às mínimas exigências de razoabilidade do senso comum. Na formação do texto, da narrativa, da história contada, parece faltar nexo entre princípio e fim dos fatos narrados, assim como completa falta de conexão entre o que se narra e o que se argumenta. Não se pode com precisão entender se o causídico se refere

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