Mantida prisão de suspeito de integrar quadrilha que aplicou golpes contra correntistas digitais

Cartão de Crédito Nubank Mastercard
Créditos: Reprodução do site da Nubank

Foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça-STJ, pedido para rever a determinação de prisão de um suspeito de envolvimento com fraudes bancárias. Os golpes virtuais, num total de 3.462 operações, geraram prejuízo de quase R$ 13 milhões a correntistas do Nubank e são investigados pela Polícia Civil do Maranhão no âmbito da operação Ostentação.

O golpe partia de links falsos de boletos de pagamentos, gerados por meio de ataques de phishing (replicação fraudulenta de páginas virtuais conhecidas). As vítimas eram induzidas a erro, dando acesso a dados privados como números de cartões bancários e senhas.

Por entender não haver manifesta ilegalidade no caso capaz de justificar a concessão de liberdade, o ministro Humberto Martins, presidente do tribunal, indeferiu liminarmente o habeas corpus (HC 637703) Para o ministro, não há como superar a Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal-STF, sendo inviável o relaxamento da prisão ou a substituição por medidas cautelares alternativas.

O homem foi uma das 30 pessoas presas em 16/12/2020. A partir de notícia-crime da Fintech, a investigação apontou que num período de oito meses, foram cometidas invasões em 918 contas de clientes do Nubank – entre estas, 438 teriam sido acessadas a partir da cidade de Imperatriz-MA. Ainda segundo a empresa, 84% do valor desviado foi destinado a contas mantidas no próprio Nubank pertencentes a pessoas que informavam residir em Imperatriz.

Com informações do Superior Tribunal de Justiça.

 

 

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