Advocacia 4.0: como ser o profissional do futuro

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Créditos: Sora Shimazaki / Pexels

Durante um bom tempo, a prestação de serviços jurídicos era feita de forma artesanal. Com o desenvolvimento da tecnologia, a automação da rotina ganhou espaço nos escritórios. Hoje praticamente todas as atividades do advogado envolvem o uso da tecnologia.

Softwares jurídicos, processo digital e certificado digital. Todos esses recursos contribuíram para que a chamada Advocacia Digital ou Advocacia 3.0 se consolidasse no mercado. Porém, como a tecnologia não para de evoluir, hoje uma nova era é apresentada aos profissionais do Direito.

Robôs que avaliam decisões e automatizam o atendimento ao cliente, softwares que analisam a jurisprudência e outros recursos disponíveis aos advogados inauguram uma nova fase. Sim, estamos falando da Advocacia 4.0. Esse novo momento da advocacia traz não apenas recursos, mas exige um novo mindset do advogado. Confira!

O desenvolvimento da advocacia

Fichas de andamento preenchidas à mão e peças jurídicas escritas em máquinas de escrever. Jovens profissionais podem não ter essa noção, porém, não faz tanto tempo assim que advogados atuavam de forma praticamente manual. Nesse modelo, chamado de Advocacia 1.0, a prestação de serviços tinha um alto custo e pouca eficiência. Além disso, a capacidade de atender clientes era limitada. Afinal, os trabalhos demoravam muito mais tempo para serem executados e eram praticamente centralizados no advogado.

Com a chegada dos editores de texto, planilhas e Juizados Especiais, o aumento da demanda passou a exigir mais agilidade. Foi nesse momento que os recursos tecnológicos começaram a fazer parte da advocacia, trazendo mais rapidez na realização do trabalho. Nessa fase, chamada de Advocacia 2.0, o advogado ganha mais agilidade e inicia-se o processo de automatização das rotinas.

Em seguida, com a chegada dos softwares jurídicos, aplicativos, processo eletrônico e certificação digital, o advogado experimentou a chamada Advocacia 3.0. Nessa fase, a automatização e a eficiência ganharam um grande espaço nos escritórios de advocacia, além de descentralizarem atividades. Um dos maiores benefícios da Advocacia 3.0 foi a profissionalização da gestão, permitindo que o advogado se focasse nas atividades jurídicas.

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Hoje, porém, a advocacia vem passando por uma nova transformação. A chamada Advocacia 4.0 é o resultado da integração de recursos de ponta que trabalham a inteligência artificial, big data e até a internet das coisas na advocacia. Na Advocacia 4.0 o advogado tem a sua disposição recursos que auxiliam no processo de tomada de decisões e automatizam partes relevantes do atendimento ao cliente. Mais do que agilidade para executar, o advogado consegue entregar mais valor por meio dos seus serviços, já que o uso estratégico da tecnologia pode gerar mais resultados ou mesmo melhorar a experiência do cliente.

Advocacia 4.0 e recursos tecnológicos

Robôs que avaliam documentos em segundos e atendem clientes, softwares que processam dados da jurisprudência oferecendo um panorama mais assertivo para a tomada de decisões. Com recursos como a Jurimetria, chatbots e até o Sistema Watson, criado pela IBM, o advogado vem acompanhando de perto a transformação do mercado na Advocacia 4.0. Com essas novas tecnologias, o advogado consegue aprimorar questões estratégicas, o que acaba melhorando a qualidade dos serviços, bem como, a experiência do cliente.

Mindset do advogado 4.0

A chegada da advocacia 4.0 exige a adaptação do advogado aos novos recursos. Mas não é só isso. Um novo mindset também precisa fazer parte do dia a dia do profissional. Durante muito tempo o advogado detinha o monopólio das informações jurídicas. Isso hoje acabou. Em alguns cliques, seu cliente já consultou o Doutor Google antes de bater a sua porta. Por isso, o cliente não quer mais um advogado que mostre que conhece a legislação, ele quer um profissional que saiba resolver o seu problema jurídico.

Com o uso das tecnologias que tornaram a prestação de serviços jurídicos mais estratégica, o advogado precisa saber como entregar valor ao cliente, mostrando que esses recursos podem fazer mais por ele, melhorando também os resultados.

Na Advocacia 4.0 a experiência do cliente também conta e os recursos de inteligência devem estar focados não apenas em melhorar o valor dos serviços jurídicos, mas principalmente aprimorar a experiência do cliente. Eficiência no atendimento, acessibilidade, clareza e profissionalismo são características que não podem faltar para quem quer participar e ter destaque nessa nova era da advocacia.

O que você acha sobre a Advocacia 4.0? Deixe abaixo o seu comentário.

*Artigo escrito em co-autoria com Helga Lutzoff Bevilacqua

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