TRF4 mantém prisão preventiva de foragida investigada na “Operação Enterprise”

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Foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) habeas corpus (5044318-96.2021.4.04.0000)que pedia a revogação do decreto de prisão preventiva, expedido pela 14ª Vara Federal de Curitiba, contra Olivia Christina de Paula Traven. Foragida da justiça, ela é uma das investigadas da “Operação Enterprise”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para apurar delitos de tráfico internacional de drogas e de lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, foi identificada uma organização criminosa voltada ao tráfico de grandes carregamentos de cocaína para a Europa a partir de portos brasileiros e à lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades.

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Segundo a PF, Olivia Traven seria responsável por intermediar negociações de imóveis de alto valor no exterior a Sérgio Roberto de Carvalho, apontado como um dos líderes da organização. Para a Polícia, ela teria atuado na ocultação de patrimônio angariado a partir dos proveitos do tráfico de drogas e ocuparia uma posição de relevância na estrutura criminosa.

A defesa de Olivia alegou que ela possui bons antecedentes e ocupação lícita com rendimentos compatíveis aos ganhos obtidos ao longo da vida, argumentando ainda haver ausência de contemporaneidade nos fatos investigados, que teriam ocorrido em 2018, e dos requisitos para a preventiva, pois a mulher não representaria risco para a persecução penal ou para a aplicação da lei.

TRF4 mantém prisão preventiva de foragida investigada na “Operação Enterprise” | Juristas
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O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da “Operação Enterprise” no TRF4, negou os pedidos destacando, que “à paciente, é atribuída a administração no exterior de bens e direitos do corréu, especialmente no que toca à utilização de proveitos do crime para aquisição de bens em nome de terceiros (falsas identidades) e a utilização de empresas de fachada para ocultação de patrimônio, que lhe possibilita meios suficientes para dar suporte à continuidade das atividades ilícitas do grupo. Some-se ainda que a paciente ainda está foragida, furtando-se da aplicação da lei penal”.

Com informações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.


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