CNJ realiza pesquisa sobre assédio no Judiciário brasileiro

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Na última segunda-feira (22), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu início a uma pesquisa nacional para conhecer a realidade dos tribunais em relação à assédio moral, sexual e discriminação.

A pesquisa pretende ouvir magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e colaboradores(as) terceirizado(as) em relação a essas violações de direitos. O estudo assegura o sigilo dos(as) participantes.

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O questionário pode ser respondido até o dia 3 de dezembro e os resultados devem ser divulgados ainda este ano. O levantamento é promovido pelo Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário com a finalidade de acompanhar a implantação da Política Nacional nos tribunais.

Conforme a conselheira Tânia Regina Silva Reckziegel, coordenadora do Comitê, “De posse dessas informações poderemos avançar em relação a esse problema e dar o pontapé inicial para implementar e acompanhar as ações de prevenção e de combate ao assédio”, declarou.

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Segundo ela, o formulário permitirá ao Comitê entender quais as situações mais frequentes, quem são as vítimas mais comuns desses abusos, e onde elas estão sendo cometidas.

Assédio é toda conduta abusiva, seja por gestos, palavras e atitudes, que – repetidas de forma sistemática – atingem a dignidade, a integridade psíquica ou física de um trabalhador. O assediador (a) quase sempre é, dentro da instituição, de uma posição hierárquica superior, e se utiliza disso para coagir e constranger,  valendo-se do temor da vítima de retaliações ou em tornar o fato público.

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Entre os exemplos dessas atitudes estão as críticas constantes; a sobrecarga intencional de tarefas ou o oposto, quando o chefe faz o(a) trabalhador(a) se sentir inútil; o tratamento grosseiro. Entre as consequências possíveis dessas atitudes estão a desmotivação do(a) trabalhadora(a), a redução da autoestima, o desenvolvimento de um quadro de ansiedade ou depressão – o que pode ocasionar licenças médicas frequentes.

Com informações do Conselho Nacional de Justiça.


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