TJSP mantém multa de R$ 8 milhões aplicada pelo Procon à Telefônica

não contratado
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A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve decisão que considerou legais as penalidades aplicadas pelo Procon/SP à Telefônica Brasil S/A, incluindo o pagamento de multa no valor de R$ 8.333.927,79.

Segundo os autos da apelação (1028944-69.2019.8.26.0053), o Procon reuniu reclamações de consumidores dos municípios de Guarulhos, Ourinhos, Socorro, Bragança Paulista, Cotia e São Paulo por violação ao Código do Consumidor.

TJSP mantém multa de R$ 8 milhões aplicada pelo Procon à Telefônica | Juristas
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A empresa teria praticado infrações como cláusulas abusivas em contrato de banda larga; prática comercial desleal ao ofertar serviço impróprio para uso em bairro do Município de Guarulhos; fidelização em serviço de TV; falhas no serviço de telefonia móvel celular em Ourinhos; e vícios de qualidade nos serviços prestados em Socorro, Bragança Paulista, centro de São Paulo e Cotia.

De acordo com o desembargador Camargo Pereira, relator do recurso, o Poder Judiciário não é instância revisora ou recursal de decisões proferidas em procedimento administrativo, mas cabe a função de constatar se existe algum vício que leve à anulação ou modificação do ato administrativo, sem entrar no mérito da questão.

prática abusiva e discriminatória ao consumidor
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Segundo o magistrado não há, “qualquer ilegalidade no auto de infração, tendo em vista que foi constatada pelo Procon, em regular procedimento administrativo, com observância do contraditório e ampla defesa, a prática, pela apelante, de infração à legislação consumerista, sujeita à multa, que foi aplicada a ela de forma motivada e proporcional, pela autoridade competente”, frisou Camargo Pereira.

O desembargador frisou que o objetivo da penalidade é desestimular o infrator quanto à reiteração da disponibilização de serviços inadequados, “prática esta vedada pela legislação de proteção ao consumidor, de modo que o seu conteúdo econômico não deve conter efeito confiscatório ou, tampouco, transparecer iniquidade ao causador do dano, em prestígio ao escopo de inibir a proliferação da conduta ilegítima”.

Com informações do Tribunal de Justiça de São Paulo.


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