Justiça mineira garante indenização a mulher que recebeu ofensas pelo WhatsApp

Justiça mineira garante indenização a mulher que recebeu ofensas pelo WhatsApp | Juristas
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Foi mantida, pela 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a sentença da Comarca de Mariana que condenou uma dona de casa a indenizar uma servidora pública em R$5 mil, por danos morais, devido às ofensas contra ela enviadas pelo aplicativo WhatsApp.

A servidora ajuizou a ação em agosto de 2017, alegando que a dona de casa a acusou, “de maneira vil e agressiva”, de manter um relacionamento extraconjugal com seu marido, que é colega de trabalho da vítima. Segundo ela, a mulher também espalhou mensagens para diversas pessoas conhecidas, ofendendo-a e fazendo declarações falsas a respeito dela, o que gerava dano à honra passível de indenização.

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A dona de casa se defendeu sob o argumento de que a demanda judicial era uma represália, pois os fatos não são capazes de causar abalo psicológico significativo, tendo a ofendida sofrido meros aborrecimentos. Argumentou ainda que as ofensas foram proferidas sob violenta emoção.

Em 1ª instancia, o juiz Dalmo Luiz Silva Bueno, da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Mariana, acolheu o pedido da funcionária pública, em junho de 2021,   e fixou o valor da indenização em R$ 5 mil. A dona de casa recorreu.

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A relatora, desembargadora Shirley Fenzi Bertão, manteve a decisão. A magistrada afirmou que a ré não negou a autoria de mensagens com acusações e xingamentos de baixo calão, cuja intenção era ofender a honra e a imagem da destinatária.

“Ora, os fatos comprovados nos autos configuram uma situação que, induvidosamente, atingiu a esfera íntima da requerente, sobretudo considerando as palavras de baixo calão proferidas em seu desfavor perante sua irmã, marido e amiga, violando a sua dignidade e integridade psicológica, causando-lhe humilhações e inquietações psíquicas, restando, portanto, manifesta a configuração de dano moral, tal como reconhecido na sentença combatida”, concluiu. A decisão é definitiva.

Com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).


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