Associação Brasileira de Imprensa questiona emenda à Constituição que aumenta benefícios sociais

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A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7213), com pedido de liminar, questionando a Emenda Constitucional (EC) 123/2022. A ABI afirma que a emenda constitucional incorre em desvio de finalidade, pois, embora sua finalidade anunciada seja enfrentar a crise gerada pela alta dos preços dos combustíveis, as medidas propostas na verdade revelam o propósito de interferir ilegitimamente no processo eleitoral.

Conforme a associação, ao prever a distribuição de recursos a menos de três meses das eleições, o governo federal, viola os princípios democrático, republicano e da moralidade da administração pública. Além disso, aponta desrespeito ao princípio da anualidade eleitoral, previsto no artigo 16 da Constituição Federal, segundo o qual as normas capazes de modificar o processo eleitoral não devem ser aplicadas ao pleito que ocorrer no período de um ano da data do início de sua vigência.

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No entanto, apesar de considerar que a emenda apresenta "inconstitucionalidade flagrante", a ABI não formulou pedido de declaração de inconstitucionalidade em razão "do atual estado de crescimento da miséria e da insegurança alimentar". A entidade explica que busca apenas minimizar os "efeitos eleitorais condenáveis da EC 123".

Assim, a associação pede que o Supremo confira às normas interpretação que vede aos órgãos públicos federais a realização de publicidade institucional dos benefícios sociais instituídos pela emenda.

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A ABI pede, ainda, que a exploração eleitoral desses benefícios seja considerada abuso de poder político, passível de punição com base na legislação eleitoral. A ADI 7213 foi distribuída, por prevenção, ao ministro André Mendonça, que já relata a ADI 7212, ajuizada pelo partido Novo, sobre o mesmo tema.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


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