Projeto de lei detalha critérios de proteção e remuneração de informantes e segue para análise na CCJ

Data:

Projeto de lei detalha critérios de proteção e remuneração de informantes e segue para análise na CCJ | JuristasA Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (19), o Projeto de Lei nº 5.598/2023, que aprimora o marco legal da participação de informantes (denunciantes) em investigações de ilícitos penais e administrativos, conferindo maior segurança jurídica e efetividade ao instituto.

De autoria do senador Marcos do Val (Podemos–ES), o projeto recebeu parecer favorável do relator, senador Carlos Portinho (PL–RJ), e segue agora para análise final da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Proteções ao informante

A proposta prevê que, a partir do momento em que o relato for formalizado, o informante terá proteção integral contra retaliações, além da isenção de responsabilização civil ou penal, salvo nos casos em que fique demonstrada a falsidade intencional das informações prestadas.

Atualmente, a legislação condiciona essa proteção à análise discricionária de razoabilidade pelas ouvidorias, sem critérios objetivos definidos, o que, segundo os autores, compromete a confiança no instituto.

Recompensa por informações úteis

Outro ponto relevante é a regulamentação do pagamento da recompensa já prevista no ordenamento jurídico. O texto estabelece que o valor da recompensa poderá alcançar até 5% do montante recuperado em casos de crimes que envolvam dano ao erário público.

A proposta define que a decisão administrativa ou judicial que reconhecer o direito à recompensa deverá indicar expressamente o percentual devido, a qualidade das informações fornecidas, a utilidade das provas produzidas e o grau de cooperação do informante durante a apuração dos fatos.

Avanço institucional

Para o relator, senador Carlos Portinho, a iniciativa representa um avanço concreto no combate à corrupção e à criminalidade:

“Prever o momento e a forma de pagamento da recompensa, bem como os critérios para definição do valor, certamente auxiliará o aplicador da norma a inseri-la nas decisões. São medidas que incrementam a participação cidadã na apuração de ilícitos e auxiliam o combate aos crimes contra a administração pública”, afirmou.

Se aprovado pela CCJ, o projeto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para votação no plenário do Senado

(Com informações da Agência Senado)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Livro em homenagem ao Ministro Teodoro Silva Santos será lançado no STJ em 15 de setembro

O lançamento do livro coletivo em homenagem ao Ministro Teodoro Silva Santos será realizado no dia 15 de setembro de 2026, das 18h30 às 21h, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. A obra reúne artigos de integrantes da comunidade jurídica em reconhecimento à trajetória e à atuação do Ministro.

Obra analisa desafios jurídicos, gestão e transformação das sociedades de advogados no Brasil

O livro Sociedade de Advogados e a Advocacia Brasileira reúne análises sobre a estrutura, o funcionamento e os desafios contemporâneos das sociedades de advogados, abordando temas como gestão, ética, inovação e transformação digital na advocacia.

Barriga de aluguel recorre à Suprema Corte dos EUA por guarda de bebê

Uma mulher que atuou como gestante de substituição recorreu à Suprema Corte dos EUA para disputar a guarda de um bebê nascido com grave cardiopatia. Ela afirma temer que os pais reconhecidos pela Justiça da Califórnia não autorizem tratamentos capazes de preservar a vida da criança.

Justiça rejeita autorização para exposição comercial contínua de crianças nas redes sociais da mãe

A Justiça de Itajaí rejeitou pedido para autorizar a exposição contínua de duas crianças nas redes sociais da mãe e em campanhas publicitárias. O juízo entendeu que o poder familiar não permite a utilização genérica da imagem dos filhos para fins econômicos e que cada participação deve ser analisada individualmente.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo