Celular escondido em banheiro teria sido usado para filmar funcionária sem consentimento

Data:

filmando pelo celular
filmando pelo celular

Uma mulher de 26 anos denunciou ter sido vítima de gravações clandestinas enquanto utilizava o banheiro da imobiliária onde trabalhava, em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. O principal suspeito é seu ex-patrão, de 53 anos.

O caso foi registrado pela Polícia Militar em 29 de junho e é investigado sob suspeita de crimes relacionados à violação da intimidade sexual e à importunação sexual. O processo tramita sob segredo de justiça, segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A identidade da vítima foi preservada.

Segundo o relato da ex-funcionária, ela descobriu a existência das imagens ao utilizar, a pedido do então empregador, o celular pessoal dele para realizar o pagamento de uma refeição. Ao manusear o aparelho, a mulher teria acessado acidentalmente uma tela com abas abertas e encontrado uma pasta contendo fotos e vídeos nos quais aparecia nua.

As imagens, segundo a vítima, teriam sido registradas enquanto ela utilizava o banheiro da imobiliária. Ao perceber o conteúdo, ela fotografou a tela do aparelho com o próprio celular e deixou o local. Abalada, buscou ajuda e foi orientada a procurar a Polícia Militar.

A mulher relatou que havia trabalhado anteriormente na imobiliária durante aproximadamente um ano e que, inicialmente, não havia percebido comportamentos inadequados por parte do empresário. Após deixar a empresa em 2025, ela foi convidada a retornar cerca de dois meses depois. Segundo seu relato, foi durante esse segundo período de trabalho que passou a perceber mudanças no comportamento do empregador.

A ex-funcionária afirmou que o empresário passou a tentar estabelecer uma relação de maior proximidade pessoal e a solicitar que ela o acompanhasse em atividades externas que anteriormente realizava sozinho. A vítima disse que procurava manter uma relação estritamente profissional, mas permaneceu no emprego por depender da renda para o sustento da família.

Ela também relatou ter percebido mudanças na dinâmica do ambiente de trabalho e comportamentos que passaram a despertar sua desconfiança, incluindo o acesso do empresário a seus perfis pessoais em redes sociais. Segundo a mulher, o então patrão mantinha dois celulares, sendo um destinado ao trabalho e outro de uso pessoal, ao qual ela raramente tinha acesso.

Após descobrir as imagens, a mulher retornou à imobiliária para buscar seus pertences e decidiu confrontar o ex-patrão. Segundo seu relato, houve uma discussão que terminou em agressões físicas. Conforme o boletim de ocorrência, os envolvidos receberam atendimento médico e, posteriormente, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.

A vítima afirmou que conseguiu entregar à polícia aparelhos celulares pertencentes ao empresário. De acordo com o registro policial, seis aparelhos foram apreendidos e encaminhados para investigação. Ainda segundo o boletim de ocorrência, durante o depoimento, o empresário teria admitido que havia escondido um celular no banheiro para realizar gravações. Ele afirmou, contudo, que não divulgou as imagens e negou ter praticado outros atos contra a ex-funcionária.

Depois do episódio, a mulher afirmou ter iniciado acompanhamento psicológico e decidido deixar Santa Juliana por medo. Ela também relatou que, após tornar o caso público, tomou conhecimento de relatos de outras mulheres que teriam trabalhado com o empresário e afirmado ter enfrentado situações semelhantes. Essas informações, no entanto, deverão ser apuradas pelas autoridades competentes no curso das investigações.

A ex-funcionária afirmou ainda que decidiu denunciar o caso e tornar sua história pública por receio de que outras mulheres possam ser vítimas de situações semelhantes. O caso segue sob investigação e tramita em segredo de justiça.

(Com informações do G1)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Influenciadora é presa em flagrante após divulgar vídeo agredindo filhote de cachorro

A influenciadora digital Maria Gabriela Cervantes Pereira foi presa em flagrante em Aquidauana (MS), após a Polícia Civil tomar conhecimento de um vídeo em que ela aparece agredindo um filhote de shih-tzu de aproximadamente 40 dias. O caso é investigado como possível crime de maus-tratos contra animal e poderá resultar em responsabilização criminal.

Desaparecimento de adolescente é investigado após suspeita de aliciamento pelo Discord

Uma adolescente de 13 anos desapareceu em Anápolis (GO) após sair de casa durante a madrugada e deixar uma carta para a irmã. Segundo a família, ela teria mantido contato com um homem de 28 anos por meio do Discord, que supostamente teria prometido levá-la para morar no Canadá. A Polícia Civil investiga o caso sob sigilo e busca esclarecer se houve aliciamento ou participação de terceiros no desaparecimento.

Justiça da Paraíba determina abstenção de uso de marca semelhante à “Korpus Life” por academia

A Justiça da Paraíba determinou que a Mota Academia Ltda. deixe de utilizar as expressões “Korpus Life”, “Corpus Life” e “Academia Corpus Life” para identificar seus serviços e estabelecimento. A decisão foi proferida pelo 1º Juizado Especial Cível de Campina Grande, em ação ajuizada pela FPE Condicionamento Físico Ltda. – ME, titular da marca “Korpus Life”, registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Justiça condena desembargador a indenizar guarda municipal  por danos morais

A Justiça de São Paulo condenou o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira a pagar R$ 54 mil por danos morais a um guarda municipal de Santos. A indenização decorre de ofensas e constrangimentos ocorridos durante uma abordagem em julho de 2020, quando o magistrado foi multado por não utilizar máscara durante a pandemia. A condenação já transitou em julgado.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo