Tensões estruturais da produção científica contemporânea

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“Sempre houveram ambições pessoais na história. Mas eles estavam relacionados a ideias. Agora, não há mais grandes ideias, apenas grandes ambições (…) Somos prisioneiros da rentabilidade, produtividade e competitividade (…) Estamos presos em um processo espantoso em que o Capitalismo, as trocas e a Ciência são levados a esse ritmo (…) Entramos em uma crise profunda sem saber o que sairá dela (…) Estamos caminhando como sonâmbulos em direção à catástrofe”. — Edgar Morin

O percurso editorial dos periódicos acadêmicos organiza-se por meio do sistema de avaliação por pares ocultos, considerado instância privilegiada de validação do conhecimento científico. Esse modelo regula a circulação do saber, define critérios de reconhecimento e viabiliza as publicações. A centralidade desse mecanismo, no entanto, não o isenta de tensões internas. Ao contrário, sua operação revela assimetrias de poder, disputas simbólicas (Bourdieu, 2004) e conflitos epistemológicos que atravessam o campo científico.

A frequência com que pesquisadores, em diferentes áreas do saber, enfrentam processos editoriais marcados por constrangimento intelectual fundamenta esta reflexão. Posto isso, a argumentação identifica, caracteriza e problematiza os principais eixos de violência simbólica (Bourdieu, 2004; Chauí, 1985) que incidem sobre a autoria como condição para publicação do trabalho acadêmico.

A explicitação das tensões estruturais da produção científica contemporânea objetiva contribuir para a consciência crítica de pesquisadores em formação. Assim, abre-se a possibilidade para que cada pesquisador decida, de forma autônoma, quais disputas convocam enfrentamento, quais orientações demandam adesão e quais intervenções se mostram passíveis de desprezo imediato.

DE UM LADO, O AUTOR E SUA PESQUISA

O primeiro aspecto que merece destaque é a defesa da autonomia intelectual do autor e sua pesquisa como condição da integridade científica.

Aqui importa reconhecer o óbvio que o sistema tenta apagar: a pesquisa importa ao autor, não ao parecerista. Um pesquisador que leva a sério o que produz não escreve de forma arbitrária. Cada palavra, cada conceito, cada nota de rodapé responde a uma necessidade da investigação. Alterar esse conjunto não é ajustar um detalhe, é interferir na lógica da descoberta. 

Em um arranjo no qual ninguém é remunerado — nem autor, nem avaliador, nem editor — o que se estabelece não é uma comunidade científica, mas um circuito de disputas simbólicas, no qual agentes que estão no poder buscam legitimar suas categorias de percepção (Bourdieu, 2004) ao invés de respeitar a trajetória da pesquisa.

De acordo com Pierre Bourdieu (2004), os campos sociais configuram-se como espaços de disputas simbólicas estruturados por relações de poder, nos quais o reconhecimento depende da adesão, explícita ou implícita, às regras de legitimação vigentes. A ausência de remuneração direta faz com que o reconhecimento acadêmico opere como capital simbólico, reorientando o engajamento dos agentes para as condições sociais de validação do conhecimento. Nessa perspectiva, a motivação para a participação no processo editorial pode deslocar-se da contribuição científica para o exercício da dominação simbólica.

Nessa dinâmica, quem perde é o pesquisador comprometido com sua própria descoberta. Quem mais investe tempo, energia, rigor na investigação é justamente quem menos controla o destino do próprio trabalho. O efeito é devastador. Sustentar uma posição teórica, acreditar no que se descobriu e, ao mesmo tempo, aceitar intervenções ilógicas de autoridades anônimas é uma contradição insustentável.

DO OUTRO LADO, O SISTEMA E A ASSIMETRIA DE PODER

A engrenagem sistêmica dos periódicos científicos é composta por editor-chefe e pareceristas, frequentemente professores e pesquisadores com trajetória acadêmica consolidada, que dedicam tempo e capital intelectual à leitura, avaliação e decisão editorial dos trabalhos.

Cada periódico opera segundo sua própria lógica, as normas variam arbitrariamente, os critérios oscilam, os prazos não são cumpridos. No processo editorial, a instabilidade é regra: um mesmo texto pode ser celebrado como excelente por um parecerista e rejeitado por outro pelos mesmos motivos. Não há contradição a ser resolvida, porque não há critério objetivo a ser seguido. No limite, a decisão não é científica, é hierárquica. Está nas mãos do editor-chefe, e poderia ser outra a depender de quem ocupa essa posição.

Em síntese: quem avalia decide, e quem decide não responde à descoberta científica, mas aos próprios critérios, limitações e interesses (institucionais, pessoais, ideológicos e/ou políticos). 

O EDITOR-CHEFE

Nesse circuito, o editor-chefe não opera como mediador do conhecimento, mas como gestor de fluxo. Sua função não é compreender a pesquisa, mas resolver o processo: decidir, fechar, dar andamento. A publicação torna-se um problema administrativo a ser solucionado, não um campo de reflexão a ser sustentado. Pouco importa a densidade teórica, a originalidade ou a ruptura proposta; importa que o manuscrito se encaixe, que cumpra exigências formais, que permita uma decisão rápida. O editor não precisa dominar o objeto, apenas arbitrar entre pareceres muitas vezes contraditórios e encerrar o ciclo.

Ou seja, a ciência é reduzida a procedimento. O conhecimento deixa de ser construído e passa a ser despachado.

Por isso, investigações críticas, reflexivas ou conceitualmente densas enfrentam maior dificuldade de reconhecimento, na medida em que exigem tempo interpretativo, domínio teórico específico e abertura à ruptura com quadros previamente consolidados. A originalidade converte-se em obstáculo quando não se ajusta às formas dominantes de leitura e validação. Configura-se, assim, um paradoxo: quanto mais complexa e inovadora a descoberta, maior a probabilidade de permanecer no lodo da invisibilidade.

Esse descompasso revela que a circulação do conhecimento na contemporaneidade se orienta por regimes de visibilidade, que favorecem aquilo que pode ser rapidamente reconhecido, classificado e avaliado. A produção científica passa, então, a ser atravessada por uma lógica na qual o que é mais facilmente mensurável tende a adquirir maior legitimidade, enquanto o que exige elaboração crítica aprofundada encontra resistência nos próprios mecanismos que deveriam sustentá-lo.

OS PARECERISTAS OCULTOS

No fluxo editorial, a submissão de um manuscrito conduz à sua distribuição, pelo editor-chefe, a pareceristas vinculados à área do saber correspondente, selecionados por critérios de afinidade temática, ainda que nem sempre detenham especialização direta sobre o objeto investigado.

Esse arranjo evidencia que a avaliação não se configura como um procedimento neutro ou estritamente técnico, mas como uma prática atravessada por referenciais teóricos, orientações epistemológicas e regimes particulares de inteligibilidade que conduzem a leitura, a interpretação e o julgamento dos trabalhos.

Importa ressaltar que um mesmo tema admite leituras opostas, muitas vezes sustentadas por posições políticas e ideológicas incompatíveis entre autor e avaliador. Em caso de divergências, o editor-chefe tende a compactuar com o parecerista, independentemente da qualidade da pesquisa do autor, evidenciando a assimetria de poder da engrenagem sistêmica.

A ausência de diálogo entre parecerista e autor radicaliza essa assimetria. Não há debate, não há confronto de argumentos, não há construção conjunta. Há apenas imposição. O autor aceita ou recusa, já sabendo que defender sua investigação implica na rejeição da publicação.

A prática editorial explicita esse funcionamento servil e humilhante ao qual o autor é condicionado a se submeter para ter seu artigo aprovado:

Solicita-se ao autor a redação de cartas de resposta em tom de subserviência explícita, nas quais se agradece por intervenções que, muitas vezes, são irrelevantes ou desconectadas da lógica da investigação. Ao parecerista é concedida ampla liberdade de julgamento, inclusive para desqualificar o trabalho produzido, sem que haja responsabilização ou mediação efetiva por parte do corpo editorial. 

INTEGRIDADE TEÓRICA

A recorrência de situações em que pareceres condicionam a aprovação de manuscritos à realização de reconfigurações estruturais suscita uma problematização mais ampla acerca do modo de funcionamento do sistema de avaliação.

A escolha do objeto, do método e do quadro teórico implica inscrição ativa no campo científico.  Ao iniciar um artigo científico, o autor lê as normas do periódico e estrutura o pensamento com base no seu conhecimento prévio de anos de trajetória sobre o objeto de estudo para encaixa-lo no dossiê temático ou no fluxo contínuo da revista da sua área de atuação, considerando os limites máximos de caracteres permitidos. Nessa perspectiva, o quadro teórico não constitui elemento acessório, mas toda matriz do campo do pensamento que conduziu a investigação.

Nesse cenário, a exigência de alteração do referencial teórico ultrapassa o registro de uma sugestão técnica e incide diretamente sobre as próprias condições de produção do conhecimento. Não é possível acrescentar autores em um texto com o mapa mental já estruturado.

Os autores que compõem o quadro teórico de uma pesquisa nunca são escolhidos ao acaso; representam toda matriz do campo do pensamento que conduziu a investigação. Sugerir modificação no quadro teórico implica em produzir um deslocamento que comprometeria a intencionalidade do trabalho. Tal operação não representa “aprimoramento” do debate teórico, mas alteração da própria condição de possibilidade do conhecimento produzido.

A preservação do quadro teórico de uma investigação expressa, portanto, um princípio fundamental da produção científica: a correspondência entre pensamento e formulação intelectual. A credibilidade acadêmica constitui-se nessa relação. Sua ruptura implica deslocamento da ciência para um regime em que a aparência de conformidade substitui a consistência do conhecimento.

 CONTORNOS ÉTICOS

A questão assume contornos éticos preocupantes: a relação entre teoria e objeto é inextricável da descoberta científica. A introdução artificial de referenciais externos à gênese da pesquisa implica em fabricar um regime de simulacro (Baudrillard, 1991) no qual a representação substituiria a realidade do processo intelectual.

Trata-se da tentativa de alinhamento do objeto investigado a regimes específicos de inteligibilidade. Tal dinâmica aproxima-se do que Michel Foucault (1979) descreve como microfísica do poder, na qual decisões aparentemente técnicas operam como mecanismos de regulação do discurso. Em comprometimento aos deveres éticos do saber científico, a recusa a tais exigências configura-se, portanto, como defesa legítima da coerência da investigação.

EFEITO PEDAGÓGICO DISTORCIDO

A integridade científica articula-se à responsabilidade na formação de novos pesquisadores. A circulação de trabalhos cujos referenciais teóricos não correspondem ao percurso efetivo da investigação produz um efeito pedagógico distorcido, na medida em que induz o leitor a estabelecer relações falsas entre resultados e autores que não participaram da investigação.

A opacidade desses processos impede que o leitor identifique inserções artificiais, uma vez que os critérios que condicionam tais inclusões permanecem invisíveis. Isto é, nada no texto publicado permite reconhecer que determinadas referências foram incorporadas por imposição editorial.

Trata-se, portanto, de uma exigência incompatível com a integridade científica: falsear o vínculo entre teoria e investigação para satisfazer a autoridade circunstancial de um parecerista e viabilizar a publicação. Não se trata de aprimorar, mas de ceder. Não se trata de revisão, mas de falsificação. Não se trata de aprimoramento, mas de distorção deliberada do percurso de pesquisa.

Coloca-se, portanto, questões incontornáveis:

  • Seria aceitável comprometer a credibilidade de uma trajetória acadêmica de década para viabilizar uma única publicação?
  • Seria legítimo que estudantes de graduação, mestrandos e doutorandos acessassem um artigo cujas referências teóricas não correspondem efetivamente ao percurso que originou a investigação?
  • Como sustentar a confiança na literatura científica quando os pesquisadores são condicionados a incorporarem exigências de pareceristas que não correspondem ao percurso efetivo da investigação?
  • O que fazer quando tais práticas são amplamente conhecidas pela comunidade científica e, ainda assim, encontram adesão passiva, reproduzidas por pesquisadores que, submetidos às mesmas condições, tornam-se operadores de um sistema que os ultrapassa?

Todas essas hipóteses são inaceitáveis do ponto de vista ético. Contudo, são práticas reiteradamente normalizadas no meio acadêmico.

A TEMPORALIDADE DO PROCESSO EDITORIAL

A temporalidade do processo editorial constitui elemento crítico. O percurso editorial de manuscritos em periódicos científicos costuma seguir trâmites formais, com intervalos prolongados entre submissão, avaliação e decisão final. Esse ritmo distribui-se em rodadas sucessivas de pareceres e revisões, frequentemente ao longo de vários meses.

A elaboração de um artigo pode demandar meses de trabalho contínuo. Após a submissão, o manuscrito permanece, em muitos casos, por períodos que se aproximam de um ano em avaliação. Durante esse intervalo, a política editorial impede a submissão simultânea a outros periódicos, imobilizando o trabalho produzido. Em caso de rejeição, o artigo retorna ao ponto inicial do circuito editorial, exigindo nova submissão e reiniciando um ciclo que pode prolongar-se por anos.

Essa dinâmica temporal produz efeitos concretos sobre o próprio objeto de pesquisa. Ao final de um ciclo editorial extenso, o artigo pode já demandar atualizações, revisões e readequações, não em função de fragilidade conceitual, mas em razão da defasagem imposta pelo tempo institucional. Surge, então, uma tensão entre o tempo da pesquisa e o tempo da publicação, na qual a produção do conhecimento é atravessada por ritmos que não correspondem à sua lógica interna.

A tensão torna-se ainda mais evidente diante da exigência recorrente, por parte dos periódicos, de atualização bibliográfica com ênfase em produções dos últimos cinco anos. Tal exigência, embora justificável sob a perspectiva de acompanhamento do estado da arte, revela uma contradição quando confrontada com a própria duração do processo editorial. Um artigo elaborado, submetido, avaliado e eventualmente rejeitado ao longo de um ano ou mais pode tornar-se, segundo esse critério, parcialmente desatualizado antes mesmo de sua publicação. A lógica da atualização permanente entra em conflito com a lentidão institucional da validação científica.

Além disso, determinadas investigações exigem ancoragem em autores que formularam categorias fundamentais para a compreensão de processos históricos, sociais e simbólicos. A exigência de atualização bibliográfica, quando aplicada de forma indiscriminada, pode induzir à substituição de densidade conceitual por atualidade cronológica, comprometendo a consistência teórica da investigação.

O questionamento é irreprimível:

  • Qual é a lógica dessas exigências de atualização frenéticas diante da morosidade dos processos avaliativos?
  • Mesmo quando um pedido de alteração é bem intencionado, é justo atrasar uma publicação por até um ano ou mais, por mero detalhe ou capricho?
  • Por que essa recorrência de exercício de poder sobre a pesquisa do outro? Acredita-se mesmo que a imposição de ‘correções obrigatórias’ é sinônimo de ‘ser um bom profissional’? 
  • É possível que cada agente do processo editorial esteja apenas tentando despachar sua própria etapa, ignorando o fazer científico como um todo, uma vez que nenhuma atividade é financeiramente remunerada?

A assimetria entre exigência e retorno penaliza de forma direta e cumulativa o autor, que arca sozinho com o desgaste temporal, intelectual e emocional de todo o processo, sem garantias mínimas de reconhecimento ou aproveitamento efetivo do trabalho realizado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A legitimidade do campo científico sustenta-se na confiança de que o processo avaliativo contribui para o aprimoramento do conhecimento. Essa confiança depende, por sua vez, de um equilíbrio entre rigor crítico e respeito à autonomia intelectual do pesquisador.

Diante desse cenário, a reafirmação dos princípios fundamentais da produção científica assume caráter urgente: integridade intelectual, coerência teórico-metodológica e responsabilidade com a formação de novos pesquisadores.

A reflexão proposta não implica na rejeição da avaliação por pares, mas à problematização de seus limites afim de evitar a continuidade de um poder sem limites como condição de publicação.

Nas condições atuais, não há comunidade científica. O campo é habitado por fantasmas embalsamados (Baudrillard, 1991): sujeitos dóceis, passivos, que aceitam sem resistência a expropriação do próprio trabalho, a ausência de remuneração e a obediência a regras que não respondem à integridade da investigação.

Nesse regime, a produção de conhecimento se aproxima da lógica de mercado. A escrita já nasce atravessada pela antecipação das exigências dos periódicos, orientada pela necessidade de circulação e das métricas institucionais. Nesse deslocamento, deixa-se de fazer ciência para operar estratégias de mercado, nas quais o valor do trabalho do pesquisador se mede pela submissão cega àqueles que detêm o poder da publicação.

Favorece-se, o tirano (Chauí, 2023), que encontra no processo editorial um espaço privilegiado para exercer um sadismo burocraticamente legitimado, impondo exigências arbitrárias, distorcendo pesquisas alheias e convertendo um pequeno poder em instrumento de dominação simbólica.

Favorece-se o preguiçoso, que abdica de qualquer compromisso com o próprio trabalho e aceita, sem resistência, toda forma de submissão exigida, desde que isso garanta sua permanência no circuito de validação acadêmico.

Entre esses dois polos, o pesquisador que pensa, que sustenta uma descoberta e que se recusa a reduzir seu trabalho a uma lógica de adequação de métricas torna-se um corpo estranho, progressivamente silenciado.

O sistema fabrica corpos domesticados que escrevem já antecipando a exigência externa, que cedem antes mesmo de serem confrontados, que deixam de defender o que pensam para garantir circulação. No lugar da descoberta, instala-se a estratégia. No lugar do pensamento, instaura-se a submissão. Configura-se, assim, um campo que não apenas tolera, mas recompensa a tirania e a indiferença, enquanto penaliza a integridade intelectual, inibe a coragem teórica e desautoriza a descoberta.

Em um contexto de época marcado pela mercantilização total da vida (Harvey, 2008), a produção científica é território privilegiado do pensamento crítico. A sua vitalidade, contudo, depende da atenção às estruturas que a organizam e da possibilidade em questioná-las como parte constitutiva do próprio fazer científico.

REFERÊNCIAS

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio d’Água, 1991.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.

CHAUÍ, Marilena. Participando do debate sobre mulher e violênciaPerspectivas antropológicas da mulher. São Paulo: Zahar Editores, 1985.

CHAUÍ, Marilena. Ideologia e Educação. 2ª ed. São Paulo: Autêntica, 2023.

HARVEY, David. O neoliberalismo: história e implicações. São Paulo: Loyola, 2008.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Org. R. Machado. São Paulo: Paz e Terra, 2019.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 42. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

MORIN, Edgar. Estamos caminhando como sonâmbulos em direção à catástrofe. Revista Pensar Contemporâneo, 5 nov. 2019. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/edgar-morin-estamos-caminhando-como-sonambulos/. Acesso em: 20 mar. 2026.

 

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