“Resposta ao Estadão: Uma crítica construtiva à matéria – ‘Falhas na segurança tornam o Brasil alvo fácil para hackers'”

LGPD / Coriolano Camargo / Estadão
Registro fotográfico: Coriolano Camargo

A notícia revela que o Brasil concluiu que a administração pública brasileira foi a quarta mais afetada em vazamento global de 3.2 bilhões de senha e e-mail, ocorrido em fevereiro. Ficamos atrás de EUA, RU e Austrália em uma lista de 50 países. O engraçado da notícia é que ela diz que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados precisa estabelecer resoluções de como será feita a fiscalização da LGPD. Não é um plano regulatório que vai resolver o problema, Senhoras e Senhores Cidadãos Brasileiros. Há anos venho escrevendo sobre as falhas das estruturas críticas de segurança do ambiente cibernético brasileiro. Como disse, em meu estudo, “Estruturas críticas o próximo alvo” em 2009 (1) com Renato Leite Monteiro, “um mundo globalizado dependente da manutenção de uma infraestrutura digital, ataques cibernéticos que podem ser lançados contra infraestruturas críticas por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo tornam-se ameaças que podem trazer resultados catastróficos. Em comentários em outro artigo de O Estado disse em outubro de 2009 que a iniciativa privada e pública deviam ter programas perenes para:

Segurança dos recursos humanos;
Segurança nos sistemas de informação/comunicação;
Segurança nas áreas/instalações;
Segurança no documento;
Segurança dos transportes;
Segurança no cliente ou destino; (2)

Esses complexos sistemas sociais, econômicos e políticos interdependentes estão cada vez mais em risco de ataque em sua infraestrutura crítica; ofensivas podem ser conduzidas contra vulnerabilidades no ciberespaço. O Governo Obama, em uma Diretiva Presidencial em abril de 2009 informou: “A rede interdependente de infraestrutura de tecnologia da informação, incluindo a Internet, redes de telecomunicação, sistemas de computadores, processadores e controladores em indústrias críticas permitem, mantém e controlam as sociedades modernas”. Ou seja, o próprio conceito atual de sociedade depende diretamente das infraestruturas interconectadas, na sua maioria, pela Internet. (3)

Carl Sagan escrevendo sobre o prelúdio da nossa era dizia “A ciência é mais do que um corpo de conhecimento, é um modo de pensar”.

E ouso dizer, tudo está interligado, desde o egoísmo e a ganância humana que trouxeram para o nosso século o medo sobre a sustentabilidade de vida na terra. O planeta está sujo pela tecnologia não descartável, vírus e pragas mutantes e radioativos, que farão das eras futuras um grande deserto de poeira.

“Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais – o transporte, as comunicações e todas as outras indústrias, a agricultura, a medicina, a educação, o entretenimento, a proteção ao meio ambiente e até a importante instituição democrática do voto – dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara.” (O Mundo Assombrado pelos Demônios. p. 43-44 Carl Sagan ) (4)

Por sinal, a Digital Law Academy em parceria com o Portal Juristas está promovendo, nos dias 14 e 15 de maio, evento internacional sobre o tema. Convidamos expoentes de várias partes do mundo. (5)

Coriolano Camargo Ph.D
Presidente da Digital Law Academy

 

 

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