TJ-SC interpreta procedimento pós-cirurgia bariátrica como reparador e não estético

Data:

cirurgia
Créditos: Dutko | iStock

A decisão da juíza Caroline Antunes de Oliveira, do Juizado Especial da Fazenda Pública, concedeu a uma funcionária pública do norte de Santa Catarina o direito de ter uma sequência de procedimentos cirúrgicos reparadores, não estéticos, custeados pelo plano de saúde do estado. Esses procedimentos são necessários após a realização de uma cirurgia bariátrica.

De acordo com o encaminhamento médico apresentado pela autora, ela precisa de uma abdominoplastia, mastopexia com implante mamário e lipoaspiração. Essa demanda foi confirmada por um laudo pericial judicial, que relatou a perda de 33 kg após a cirurgia bariátrica, resultando em flacidez e excesso de pele.

A juíza ressaltou que as conclusões técnicas do perito judicial são confiáveis, especialmente porque o laudo foi elaborado por um profissional imparcial e equidistante dos interesses das partes. Ela enfatizou que a obesidade mórbida é uma doença crônica com cobertura obrigatória, e que após a cirurgia bariátrica é comum que o paciente enfrente problemas relacionados ao excesso de pele no corpo.

Portanto, a negativa da cobertura pelo plano de saúde não deve ser permitida, uma vez que a necessidade dos procedimentos cirúrgicos indicados à autora foi comprovada e todos eles são de cunho reparador. No entanto, a decisão ainda é passível de recurso.

(Com informações do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo