Influenciadores buscam rescisão de contrato após reportagem no Fantástico sobre plataforma de jogos de azar

Data:

globo / Band/ SBT / Record
Créditos: Jacek27 | iStock

Após a veiculação de uma extensa reportagem no Fantástico (Globo) no último domingo (17), influenciadores que mantêm contratos ativos com a plataforma de jogos de azar Blaze têm buscado a empresa para discutir a rescisão de seus contratos de publicidade nas redes sociais. Pelo menos 12 nomes já procuraram representantes da Blaze para tentar desvincular suas imagens da empresa, conforme apurou o site F5, da Folha de S.Paulo.

A reportagem veiculada pelo Fantástico abordou aspectos controversos relacionados à Blaze, levantando questões sobre a legalidade e ética das operações da plataforma de jogos de azar. O impacto na imagem dos influenciadores associados à empresa levou diversos deles a buscar uma rescisão contratual.

Um dos casos de destaque é o da atriz Mel Maia, que foi exposta pela emissora carioca, onde já participou de várias novelas, como uma das influenciadoras que promoveram os jogos de apostas. Em nota divulgada, Mel Maia alega não ter conhecimento da investigação e das supostas atividades ilícitas da empresa. Ela afirma ter tomado as medidas cabíveis para proteger seu nome diante da situação.

Cybersecurity
Créditos: Tero Vesalainen / iStock

“Melissa Maia de Sousa, por seus advogados, vem informar que não possui conhecimento acerca de qualquer investigação envolvendo o site blaze.com, tendo sido contratada apenas para realizar ações de publicidade, bem como que aguardará o desfecho do procedimento investigativo a fim de tomar as medidas cabíveis”, diz a nota assinada por quatro advogados da atriz de 19 anos.

A ex-BBB Larissa Santos, que conta com a Blaze como uma de suas patrocinadoras, tem buscado se desvincular do acordo. Ela fechou os comentários em fotos em que fazia propaganda do jogo e editou seu perfil para não ser mais identificada como embaixadora da plataforma. O F5 tentou entrar em contato com a assessoria de Larissa Santos, mas não recebeu resposta.

TJ confirma condenação de ex-delegado por facilitar prostituição e jogos de azar
Créditos: welcomia/Shutterstock.com

Atuando no Brasil desde 2020, a Blaze chega a oferecer aproximadamente R$ 100 mil por mês a influenciadores do Instagram para promoverem a marca. Diante da facilidade financeira, muitos deles aceitaram a proposta.

Desde setembro, a Justiça de São Paulo bloqueou R$ 101 milhões da Blaze. As investigações tiveram início após apostadores denunciarem que a plataforma não efetuava pagamentos de valores elevados, caracterizando possível estelionato.

Além disso, a Justiça determinou a retirada do site da Blaze do ar, porém, a ordem judicial não foi cumprida. A empresa não possui sede nem representantes legais no Brasil, o que dificulta o cumprimento da decisão judicial.

Em nota, a Blaze afirma que a empresa tem sede em Curaçao e que, então, a atividade dela não configura infração penal mesmo que os apostadores sejam brasileiros. A empresa também afirma que, em outro caso semelhante, o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento do inquérito e um juiz revogou a decisão de bloqueio do site.

Com informações da F1.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJDFT mantém condenação de banco por falha na prevenção ao ‘golpe da maquininha’”

A 2ª Turma Recursal do Distrito Federal manteve a condenação do BRB e da Cartão BRB para ressarcir consumidor vítima do “golpe da maquininha”. O colegiado entendeu que a autenticação por chip e senha não afasta a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por fraudes de terceiros, conforme a Súmula 479 do STJ, especialmente quando há movimentações anormais sem atuação preventiva do banco.

Ministério da Justiça abre processo administrativo contra site de revenda de ingressos por supostas irregularidades

A Senacon instaurou processo administrativo contra a Viagogo por suspeita de induzir consumidores a acreditar que a plataforma é um canal oficial de venda de ingressos. O órgão determinou que o site informe de forma clara que atua na revenda de ingressos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A investigação também apura possíveis falhas na identificação de vendedores, rastreabilidade das operações e práticas relacionadas ao cambismo digital.

STJ decide que perdas e danos em substituição à adjudicação compulsória não prescrevem

A Terceira Turma do STJ decidiu que a indenização por perdas e danos decorrente da impossibilidade de outorga da escritura definitiva em ação de adjudicação compulsória não está sujeita à prescrição. O colegiado entendeu que a reparação substitui a obrigação original de transferir o imóvel e, por isso, mantém a mesma natureza imprescritível da pretensão à adjudicação compulsória.

Recuperação judicial exige equilíbrio para preservar empresas e credores, diz Marcello Perino

A recuperação judicial é um mecanismo importante para preservar empresas viáveis, mas deve ser conduzida com equilíbrio entre a continuidade da atividade econômica e a proteção dos credores. Para Marcello Perino, a adoção de critérios técnicos e a análise rigorosa da viabilidade dos planos são essenciais para garantir a efetividade do processo e a segurança jurídica.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo