Juíza britânica autoriza desligamento de aparelhos de garoto em coma

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A juíza britânica Emma Arbuthnot determinou a interrupção do tratamento de um garoto que está em coma, após sofrer uma lesão cerebral. Archie Battersbee, de 12 anos, foi encontrado inconsciente em sua casa na cidade de Southend-on-Sea no dia 7 de abril.

As lesões cerebrais sofridas pelo garoto ocorreram dentro de sua própria casa e, segundo sua mãe, Hollie Dance, provavelmente seu filho sofreu o acidente após participar de um desafio online.

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Medica acompanhando criança em UTI
Autor-Sudok1

Conforme disseram à Justiça os médicos do Royal London Hospital, onde Archie Battersbee está internado, “é altamente provável” que o garoto tenha sofrido “morte cerebral”, após testes clínicos não mostrarem atividade cerebral “discernível”, por isso foi realizada a solicitação para desligamento dos aparelhos.

Durante uma audiência de três dias na semana passada, especialistas disseram que testes clínicos não mostraram atividade cerebral “discernível”. A juíza Emma Arbuthnot então disse que dava “permissão aos profissionais médicos do Royal London Hospital para deixarem de ventilar mecanicamente Archie Battersbee”.

A mãe e o pai de Archie, Paul Battersbee, estão sendo apoiados pela organização Christian Legal Center em sua tentativa de conseguir na Justiça que os aparelhos sejam mantidos em funcionamento. Em comunicado, Hollie declarou estar “devastada e extremamente decepcionada com a decisão depois de semanas travando uma batalha legal, quando o meu desejo era estar ao lado da cama do meu filho.” Ela disse que se sentiu “enojada” que o hospital e a juíza não levaram em conta a vontade da família. “Pretendemos entrar com um recurso e não vamos desistir de Archie”, frisou.

Plano de Saúde
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Segundo a juíza Arbuthnot, a devoção da família de Archie era “extraordinária”, mas entende que “Se Archie permanecer respirando por aparelhos, o resultado provável para ele é morte súbita e as perspectivas de recuperação são nulas”.

Alistair Chesser, diretor médico do grupo que administra o hospital, disse que está “garantindo que haja tempo para a família decidir se deseja apelar [na Justiça] antes que quaisquer alterações nos cuidados sejam feitas.”

Com informações do UOL.


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