Egresso de escola privada não pode ocupar vaga de cotista para estudante da rede pública

Data:

 

danos morais
Créditos: Lincoln Beddoe / iStock

O Tribunal Federal indeferiu o pedido de liminar de um estudante que buscava ingressar em uma vaga reservada para egressos de escolas públicas no Instituto Federal Catarinense (IFC), mesmo tendo concluído o ensino fundamental inteiramente em escola privada. O juiz responsável pelo caso, Charles Jacob Giacomini, da 3ª Vara Federal de Itajaí (SC), decidiu que a exigência de comprovar a formação em escola pública, prevista no edital do vestibular, não poderia ser considerada abusiva, como alegado pelo estudante.

O juiz destacou que o impetrante reconheceu ter cursado o ensino fundamental em um colégio particular e, por isso, não preenchia os critérios para ser considerado um cotista e não poderia ser contemplado com uma vaga de ação afirmativa. De acordo com o magistrado, essa situação violaria o edital do vestibular.

O estudante alegou que havia sido aprovado no curso de Informática no IFC de Camboriú e que o edital exigia a comprovação de que toda a sua formação no ensino fundamental, do 1º ao 9º ano, ocorreu em uma rede pública de ensino nacional. Segundo ele, essa restrição seria contrária à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Entretanto, o juiz destacou que, apesar das alegações de ilegalidade do edital, que exigia a comprovação de que o estudante cursou uma escola pública, essa medida vem sendo aceita pelos tribunais, citando precedentes. O caso pode ser recorrido no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

(Com informações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Claude desafia ChatGPT e impulsiona Anthropic na disputa pelo mercado global de inteligência artificial

O Claude, chatbot desenvolvido pela Anthropic, vem consolidando sua posição entre as principais plataformas de inteligência artificial, impulsionado por recursos voltados à automação empresarial e à execução de tarefas complexas. Apesar de ainda ocupar a terceira posição em número de usuários, a ferramenta registra crescimento acelerado e fortalece a Anthropic no mercado global de IA. Ao mesmo tempo, modelos mais avançados da empresa reacendem o debate sobre segurança, regulação e governança da inteligência artificial.

STF retoma atividades com pauta de julgamentos de grande impacto e debate sobre Código de Ética

O Supremo Tribunal Federal retomou suas atividades após o recesso de julho com uma agenda marcada por julgamentos de grande impacto, incluindo temas como mineração em terras indígenas, plataformas digitais, trabalho por aplicativos, Lei da Dosimetria, Lei da Ficha Limpa e nepotismo. A Corte também deverá avançar na discussão de um Código de Ética para seus ministros e na proposta de reforma do Judiciário, que busca modernizar o sistema de Justiça e regulamentar o uso da inteligência artificial.

“Humanizadores” de textos gerados por IA têm eficácia limitada, apontam especialistas

Especialistas em educação afirmam que ferramentas de inteligência artificial criadas para "humanizar" textos gerados por IA não conseguem eliminar completamente os indícios de autoria artificial. Além das limitações técnicas, educadores alertam que o uso dessas plataformas compromete o desenvolvimento da escrita, do pensamento crítico e da autonomia dos estudantes. Apesar disso, defendem que a IA pode ser utilizada de forma ética como instrumento de revisão, pesquisa e apoio aos estudos.

Trump Media lança plataforma que entrega publicações em tempo real a investidores

A Trump Media & Technology Group lançou a Truth API, serviço pago que concede a clientes institucionais acesso antecipado às publicações de Donald Trump na Truth Social. A ferramenta foi desenvolvida para fornecer informações em tempo real a instituições financeiras e organizações interessadas em conteúdos capazes de influenciar os mercados. A novidade também levanta debates sobre transparência, igualdade de acesso à informação e possíveis impactos regulatórios.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo