
Um homem condenado pela Justiça da Turquia foi preso após permanecer por mais de oito anos fora do alcance das autoridades, utilizando a documentação oficial da própria irmã e adotando aparência feminina durante o período em que esteve foragido. A captura ocorreu em 6 de setembro, no distrito de Kadıköy, em Istambul, após uma investigação que permitiu localizar o condenado.
Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Demirören (DHA), Tuğrul Başar era procurado desde 2018, quando foi expedido mandado de prisão relacionado a um crime cometido em 2010, na cidade de Samsun, no norte da Turquia. A condenação teria resultado de um caso de furto praticado mediante falsa atribuição de função pública, com pena equivalente a sete anos e 11 meses de prisão.
Durante as investigações, os policiais identificaram que Başar havia alterado significativamente sua aparência e estaria utilizando os documentos de identificação da irmã. A mudança de fisionomia dificultou o trabalho das autoridades, que passaram a buscar informações sobre sua possível localização e sobre as características físicas que apresentava no período em que permaneceu foragido.
Após o monitoramento, os investigadores localizaram Başar em Istambul e realizaram a abordagem. Durante a prisão, a polícia encontrou em posse do condenado a carteira de identidade pertencente à irmã. A confirmação de sua identidade foi realizada por meio de exame de impressões digitais, permitindo às autoridades estabelecer que se tratava do homem procurado desde 2018.
Relatos da imprensa turca divergem quanto à forma de descrever a identidade de gênero e a aparência adotada por Başar durante o período de fuga. Enquanto a DHA menciona o uso de um disfarce feminino, o jornal Sözcü informou que os investigadores constataram que ele vivia com aparência feminina e se identificava como mulher trans. Não há, contudo, informação oficial sobre eventual alteração de nome ou gênero nos registros civis turcos.
Após a captura, Başar foi encaminhado à Delegacia de Kadıköy İskele. Além do cumprimento do mandado de prisão referente à condenação anterior, as autoridades instauraram procedimento separado para apurar o uso de documento e dados de identificação pertencentes a outra pessoa. Dessa forma, o caso passou a envolver tanto a execução da pena já imposta quanto a investigação relacionada ao uso da identidade da irmã.
(Com informações do IG – Último Segundo, com informações de Caio Resende)
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