Tinder processa startup portuguesa por suposta violação de propriedade intelectual

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Créditos: Cristian Dina / Pexels

A Tinder, uma das principais plataformas de relacionamento do mundo, ajuizou ação judicial contra a startup portuguesa Swipeless, responsável pela organização de encontros presenciais entre pessoas desconhecidas, sob a alegação de possível violação de direitos de propriedade intelectual.

A demanda foi apresentada pela empresa norte-americana no Juízo da Propriedade Intelectual de Lisboa, unidade que integra o Tribunal da Propriedade Intelectual. O processo tem como parte demandada a empreendedora Diana Taborda, ligada à criação da Swipeless.

A controvérsia estaria relacionada à utilização de elementos associados à identidade e ao modelo de funcionamento do Tinder, especialmente a expressão “swipe”, mecanismo pelo qual os usuários deslizam a tela para indicar interesse ou rejeição em potenciais parceiros. A plataforma utiliza, tradicionalmente, os comandos “swipe right” e “swipe left” para a seleção de perfis e posterior formação de correspondências entre usuários.

No curso da disputa judicial, o Tinder também apresentou recurso no valor de 30 mil euros, buscando reforçar sua pretensão relacionada à proteção de sua propriedade intelectual.

A Swipeless, por sua vez, adotava modelo de negócio distinto do tradicional aplicativo de relacionamentos. A startup promovia jantares presenciais entre pessoas que não se conheciam previamente, com a proposta de estimular interações fora do ambiente digital. Os eventos foram realizados em diferentes cidades portuguesas, entre elas Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Viseu e Setúbal.

Os participantes adquiriam ingressos por 10,99 euros e eram inseridos em grupos formados de acordo com faixa etária e interesses, com atividades destinadas a facilitar a interação entre os participantes. O valor do jantar, contudo, não estava incluído no ingresso.

A empresa defendia uma proposta baseada na aproximação presencial, sustentando que conversas realizadas pessoalmente poderiam proporcionar uma conexão mais significativa do que interações exclusivamente virtuais. O conceito também se aproximava do modelo adotado pela francesa Timeleft, que promove encontros presenciais entre desconhecidos com o objetivo de estimular novas amizades ou relacionamentos.

Fundada em 2023 e sediada em Pedroso, no município de Vila Nova de Gaia, a Swipeless tinha entre seus responsáveis Diana Taborda, mestre em Engenharia e Gestão Industrial pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, além de outros sócios. Dados registrados no comércio português indicavam que a empresa apresentou faturamento de 1.605 euros no ano anterior e prejuízo de aproximadamente 345 euros.

A disputa judicial ocorre em meio ao encerramento das atividades da startup. As páginas da Swipeless na internet e no Instagram, que ainda estavam disponíveis recentemente, foram posteriormente retiradas do ar, permanecendo ativas apenas algumas de suas redes sociais profissionais.

Procurada pela imprensa, Diana Taborda afirmou que analisaria o caso com sua equipe jurídica antes de prestar novos esclarecimentos. O Tinder também foi procurado para comentar a ação judicial, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

(Com informações de ECO – Economia Online por Mariana Bandeira)

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