Energisa-PB é obrigada a custear remoção de poste com fios de alta tensão que atravessam imóvel privado

Data:

Equatorial Energia
Créditos: NOKFreelance / iStock

A Energisa Paraíba foi declarada responsável pela remoção de um poste com fios de alta tensão que atravessavam o imóvel das apelantes, em decisão unânime da Primeira Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba. A demanda foi discutida na Apelação Cível nº 0805331-43.2021.815.0181, no âmbito de uma Ação de Obrigação de Fazer combinado com Reparação de Danos Morais movida contra a concessionária de energia. O debate nos autos foi sobre a ilegalidade ou não da instalação do poste sobre o terreno das partes autoras, bem como a responsabilidade pelo pagamento dos custos para o seu deslocamento. A parte demandante também pleiteou a condenação por danos morais decorrentes da impossibilidade de uso de sua propriedade.

De acordo com o voto do relator, a instalação do poste ser preexistente à aquisição do terreno pela autora não retira a responsabilidade da concessionária pelo deslocamento do poste, visto que toda concessão ou permissão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido na Lei 8.987/95 e nas normas pertinentes (artigo 6º da Lei 8.987/95). O relator citou jurisprudências de outros tribunais baseadas no Direito do Consumidor sobre linhas de transmissão de energia elétrica e remoção de postes.

No entanto, o relator não acolheu a pretensão das partes demandantes de serem indenizadas por danos morais, afirmando que, embora compreensível a insatisfação das requerentes, o caso não gerou direito à indenização por dano moral, uma vez que causou meros aborrecimentos incapazes de justificar a indenização.

Energisa-PB é obrigada a custear remoção de poste com fios de alta tensão que atravessam imóvel privado | Juristas
Créditos: Kethom/Shutterstock.com
Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Governo brasileiro aguarda decisão dos EUA sobre nova tarifa de 12,5%

O Brasil poderá ser alvo de uma tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos após investigação que apontou suposta insuficiência dos mecanismos brasileiros de combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O governo brasileiro aguarda a decisão final para saber se a nova cobrança será cumulativa à tarifa de 25% anunciada recentemente sobre produtos nacionais.

CCJ aprova projeto que declara nulo o casamento de menores de 16 anos em qualquer hipótese

A CCJ da Câmara aprovou projeto que altera o Código Civil para declarar nulo qualquer casamento celebrado por menores de 16 anos, eliminando exceções previstas na legislação. A proposta também rejeitou flexibilização na autorização para casamento de adolescentes entre 16 e 18 anos e poderá seguir para análise do Senado, caso não haja recurso para votação em Plenário.

Presidente do STF defende independência da Corte e rejeita interferências externas

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, reafirmou que a Suprema Corte continuará exercendo suas funções com independência e sem sofrer pressões externas. A declaração foi divulgada após o governo dos Estados Unidos justificar novas tarifas sobre produtos brasileiros mencionando decisões do STF relacionadas às plataformas digitais. Fachin defendeu a autonomia do Judiciário e afirmou que conflitos entre países devem ser solucionados por meios diplomáticos e conforme o Direito Internacional.

STJ reafirma direito de leiloeiro à comissão mesmo com remição da execução antes da assinatura do auto de arrematação

A Terceira Turma do STJ decidiu que o leiloeiro público mantém o direito à comissão quando a execução é remida após a arrematação do bem, ainda que antes da assinatura do auto de arrematação. O colegiado também reconheceu que o profissional pode recorrer como terceiro prejudicado quando decisão judicial afeta diretamente seu direito à remuneração.