EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

Data:

União prestará informações sobre execução de garantias em contratos sobre dívidas de Goiás
Créditos: Zolnierek | iStock

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas em uma base militar no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. Segundo informações divulgadas pela Associated Press (AP), o condenado será executado por um pelotão de fuzilamento. Até o momento, as autoridades não informaram onde a transmissão será realizada nem se ocorrerá pela televisão ou por plataformas digitais.

Um funcionário do Pentágono declarou à agência France-Presse (AFP), sob condição de anonimato, que os detalhes sobre a transmissão serão divulgados posteriormente. A possibilidade de tornar a execução pública foi mencionada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante entrevista ao canal Real America’s Voice, em conversa com o influenciador e ativista conservador Jack Posobiec.

Na ocasião, Hegseth afirmou que a execução seria realizada por um pelotão de fuzilamento e defendeu que o público pudesse acompanhar o procedimento. Segundo o secretário, a divulgação serviria para demonstrar que determinadas condutas têm consequências graves. Apesar das declarações, o Departamento de Defesa não apresentou informações detalhadas sobre a forma de transmissão, e o Exército norte-americano ainda não esclareceu como pretende organizar o procedimento.

Nidal Malik Hasan era psiquiatra do Exército dos Estados Unidos quando realizou o ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. Na ocasião, 13 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas. Entre os mortos, 12 eram militares. Hasan foi atingido por disparos efetuados por uma policial civil e ficou parcialmente paralisado. Posteriormente, foi condenado à morte pelo ataque.

A eventual transmissão pública da execução reacendeu o debate sobre a aplicação da pena capital, a transparência dos procedimentos estatais e os limites da exposição pública de uma sanção penal. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, os Estados Unidos não realizam uma execução pública desde 1936, quando Rainey Bethea foi enforcado em Kentucky.

Caso seja concretizada, a execução de Hasan também representará um acontecimento excepcional na história militar norte-americana. A última execução realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos ocorreu em 1961. Já o último fuzilamento militar havia sido realizado em 1945, quando o soldado Eddie Slovik foi executado na França após ser condenado por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, conforme informações da emissora NPR.

O fuzilamento é um método de execução autorizado em alguns estados norte-americanos, embora seja pouco utilizado. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah admitem legalmente esse procedimento em determinadas circunstâncias. Na Carolina do Sul, uma execução por fuzilamento realizada em 2025 marcou a primeira aplicação do método no estado em 15 anos.

A possibilidade de transmitir a execução de Hasan ao público amplia a discussão sobre a finalidade da pena de morte, a atuação das instituições militares e os critérios de publicidade dos atos estatais. A concretização da medida e os detalhes de sua realização ainda dependem das informações oficiais que deverão ser divulgadas pelas autoridades norte-americanas.

(Com informações do UOL)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Kassio Nunes Marques concedeu dez dias para que a PGR se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, que busca reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O caso deverá ser encaminhado ao plenário do STF após a manifestação da Procuradoria.

Desembargador do TJ-MG publica fotos com arma em rede social

O desembargador Roberto Apolinário de Castro, do TJ-MG, publicou fotos com uma arma de fogo e afirmou possuir autorização para porte. Em nota, declarou que as imagens foram feitas em sua residência e que o armamento está legalizado. O CNJ informou que não havia procedimento sobre o caso até a publicação da reportagem.

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Renato Cariani e de outros dois investigados por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta o desvio de cerca de 12 toneladas de produtos químicos e possível movimentação superior a R$ 6 milhões. O processo está na fase de alegações finais da defesa.

STF suspende julgamento sobre restrições à Buser após placar de 3 a 2

O STF suspendeu o julgamento sobre a lei mineira que restringe o transporte coletivo por fretamento utilizado por plataformas como a Buser. Antes do pedido de vista de Dias Toffoli, três ministros votaram pela manutenção das regras e dois pela inconstitucionalidade, em discussão que envolve competência legislativa, livre iniciativa e concorrência.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo