Harvard afasta professor brasileiro detido nos EUA por disparos com arma de chumbinho

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Créditos: stockce | iStock

A Faculdade de Direito da Universidade de Harvard comunicou o afastamento do professor visitante brasileiro Carlos Portugal Gouvêa, enquanto são apuradas as circunstâncias de sua detenção pelas autoridades policiais do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

O episódio ocorreu em 1º de outubro, na cidade de Brookline, quando Gouvêa foi conduzido à delegacia após efetuar disparos com uma arma de pressão (chumbinho) nas proximidades da sinagoga Beth Zion, instituição vizinha à sua residência. Segundo informações prestadas pela Polícia local, os disparos não teriam sido dirigidos contra o templo, mas realizados em seu entorno. O docente alegou estar tentando eliminar roedores.

Após prestar depoimento, foi liberado, mas permanece sujeito a procedimento judicial instaurado pelas autoridades competentes.

O caso ganhou maior repercussão em razão da proximidade da ocorrência com a celebração do Yom Kippur, data de relevância central para a comunidade judaica. Apesar de o professor ter sido alvo de críticas e acusações de motivação antissemita, a própria direção da sinagoga Beth Zion comunicou a seus membros que “não há elementos que indiquem tratar-se de ato antissemita”, embora tenha reconhecido a gravidade da conduta pelo risco gerado à coletividade.

Trajetória acadêmica

Carlos Portugal Gouvêa é professor de Direito Comercial da Universidade de São Paulo (USP) desde 2011, atuando nas áreas de Direito Empresarial, Contratos e Governança Corporativa. É doutor por Harvard, onde ingressou como professor visitante em setembro deste ano.

Além da atividade docente, Gouvêa é presidente do IDGlobal – Instituto de Direito Global para o Desenvolvimento Sustentável e sócio do escritório PGLaw, ambos com atuação voltada a governança corporativa e questões socioambientais. Após a divulgação do episódio, seus perfis institucionais foram retirados dos sites das entidades.

Até a publicação desta matéria, o docente não havia se manifestado publicamente.

(Com informações do UOL)

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