Influenciador brasileiro condenado por tráfico é preso nos Emirados Árabes e responde a pedido de extradição

Data:

Influenciador brasileiro condenado por tráfico é preso nos Emirados Árabes e responde a pedido de extradição | Juristas
Créditos: loongar | iStock

O influenciador brasileiro Lohan Ramires, de 30 anos, condenado a mais de 26 anos de reclusão por diversos delitos, dentre eles tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, foi capturado nas autoridades dos Emirados Árabes Unidos, onde se encontrava foragido, e aguarda processo de extradição para o Brasil.

Prisão e trâmites processuais

Lohan Ramires, considerado foragido pela Justiça de Minas Gerais, foi preso em 4 de setembro, conforme informado à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta segunda-feira. O influenciador permanece detido no território dos Emirados Árabes Unidos enquanto são formalizados os procedimentos jurídicos para sua extradição, com vistas à execução das penas impostas pela Justiça estadual.

A localização e prisão de Ramires resultaram de cooperação institucional entre o serviço de inteligência da PCMG, o Ministério Público de Minas Gerais, a Polícia Federal e a Interpol, configurando uma ação integrada de combate à criminalidade transnacional.

Condenação e imputações penais

O réu foi condenado a uma pena cumulativa de 26 anos e 1 mês de reclusão em regime inicialmente fechado, em razão da prática dos seguintes crimes:

  • Tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006)
  • Associação criminosa (art. 288 do Código Penal)
  • Lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998)
  • Falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal)
  • Receptação (art. 180 do Código Penal)
  • Estelionato (art. 171 do Código Penal)

Além disso, responde a inquérito por suposta participação em organização criminosa voltada para a execução de homicídios contra autoridades públicas, a exemplo de delegados e promotores de justiça, ainda sem sentença condenatória.

Operações policiais relacionadas

  • Operação Diamante de Vidro (agosto/2021): investigação que resultou na condenação de Ramires a 7 anos e 6 meses de reclusão por lavagem de dinheiro e obstrução à investigação criminal.
  • Operação Má Influência (maio/2022): desdobramento que apurou o comércio ilegal de substâncias controladas e fraudes fiscais, culminando em condenação de 18 anos e 7 meses por tráfico, associação criminosa e falsidade ideológica.
  • Operação Eríneas: apurações em curso sobre a suposta organização criminosa que planejava ataques a agentes públicos, ainda sem julgamento definitivo.

Histórico prisional e medidas cautelares

Ramires foi preso em maio de 2022, ficando detido até junho de 2023, quando obteve liberdade condicional. Posteriormente, foi novamente preso em julho de 2023, porém, liberado mediante habeas corpus, respondendo aos processos em liberdade.

Alegações de defesa

Em entrevista, o influenciador negou envolvimento com organizações criminosas e lavagem de dinheiro, alegando que os recursos financeiros provêm de atividades lícitas, como o empreendimento em barbearias, embora tenha admitido a ausência de declaração fiscal, o que enseja investigações por possível enriquecimento ilícito.

Ramires também alegou estar sendo alvo de perseguição por parte do Ministério Público estadual.

(Com informações do site UOL)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo