
O senhor Antonio Pacheco apresentou sinais iniciais de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) enquanto realizava atividades cotidianas. Ao notar comprometimento motor no membro superior direito, inicialmente subestimou os sintomas, retornando para sua residência. Posteriormente, constatou agravamento do quadro, manifestado por dificuldades motoras e procurou atendimento médico emergencial no Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba.
No atendimento, houve reconhecimento imediato da suspeita diagnóstica, dispensando triagem convencional, e foi submetido a avaliação neurológica especializada, incluindo exames laboratoriais, tomografia e angiotomografia, para exclusão do AVC hemorrágico. Recebeu tratamento medicamentoso e aguardo para internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Utilização da Inteligência Artificial para celeridade no diagnóstico
O diagnóstico precoce foi possibilitado pelo uso do sistema de inteligência artificial RAPID AI, ferramenta que otimiza a interpretação das imagens radiológicas, essencial para o correto diagnóstico do AVC. O sistema, dotado de banco de dados com milhares de imagens, fornece parecer em tempo reduzido, facilitando a identificação das lesões cerebrais e orientando a equipe médica quanto à conduta terapêutica mais adequada, conforme detalha o neurorradiologista intervencionista, Dr. Gelson Koppe.
Os tratamentos indicados incluem terapia trombolítica endovenosa para eventos isquêmicos em vasos menores, desde que iniciada em até cinco horas do início dos sintomas, bem como procedimentos endovasculares, como cateterismo, para remoção de trombos em grandes vasos cerebrais.
Aspectos clínicos do AVC e relevância da rapidez no atendimento
O Acidente Vascular Cerebral ocorre por interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, acarretando a necrose das células nervosas e potencial desenvolvimento de sequelas irreversíveis. Ressalta-se que, a cada minuto de isquemia, cerca de 2 milhões de neurônios são perdidos.
Sintomas indicativos incluem:
Fraqueza ou parestesia em face, membros superiores ou inferiores;
Distúrbios da fala e compreensão;
Alterações visuais;
Instabilidade postural e vertigem;
Cefaleia súbita e intensa.
São fatores predisponentes hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemias, obesidade, tabagismo, etilismo, sedentarismo e histórico familiar.
Prevenção e recomendação médica
Embora os avanços tecnológicos promovam a melhoria dos tempos diagnósticos e terapêuticos, a prevenção primária do AVC depende de estratégias voltadas ao controle dos fatores de risco por meio de hábitos saudáveis.
“Salienta-se que o AVC constitui uma grave condição clínica que pode culminar em óbito, tornando indispensável a adoção de estilo de vida saudável, com prática regular de exercícios físicos, dieta balanceada e controle rigoroso da pressão arterial, glicemia e peso corporal”, enfatiza o neurorradiologista intervencionista.
(Com informações do G1)
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