TJRJ mantém afastamento de diretoria e conselho de administração do Grupo Oi

Data:

Justiça torna definitiva liminar que garante vaga em escola perto de casa
Créditos: Lukas Gojda / Shutterstock.com

A desembargadora Mônica Maria Costa, da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), rejeitou o pedido do Grupo Oi, em recuperação judicial, para suspender a decisão da 7ª Vara Empresarial da Capital que determinou o afastamento da diretoria e do Conselho de Administração, bem como a instauração do processo de transição dos serviços públicos essenciais prestados pela companhia.

Segundo a relatora, a decisão de primeira instância está “solidamente fundamentada” em documentos, laudos e manifestações técnicas, adotando medidas necessárias à preservação da segurança jurídica, da ordem pública e dos interesses da coletividade de credores.

Continuidade dos serviços

Na decisão, a magistrada determinou que os gestores judiciais, já nomeados, indiquem em até 48 horas até quatro diretores estatutários do Grupo Oi que permanecerão para auxiliar na transição dos serviços.

O Grupo havia interposto agravo de instrumento sustentando que a decisão seria extra petita e violaria o princípio da não surpresa, além de instaurar um processo inédito e inadequado de “transição de serviços públicos essenciais”, equivalente a uma liquidação não prevista em lei.

Situação econômico-financeira

A relatora, entretanto, destacou a gravidade da crise financeira da companhia, apontada pelo observador judicial (watchdog) e pela administração judicial. Para ela, a antecipação dos efeitos da liquidação, com base no poder geral de cautela, visa assegurar a continuidade dos serviços e viabilizar negociações mínimas com os credores.

“A medida busca equalizar os impactos da transição dos serviços públicos, garantindo sua continuidade e permitindo que as recuperandas negociem com seus credores, configurando o fumus boni iuris e o periculum in mora”, afirmou a desembargadora.

Processo: Agravo de Instrumento nº 0083339-75.2025.8.19.0000

(Com informações do TJRJ)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo