A era digital e os novos paradigmas da investigação criminal

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É indiscutível que a tecnologia está presente em nossas vidas. Utilizamos diversos dispositivos tecnológicos, como computadores, tablets e smartphones para atividades de nosso cotidiano, como o acesso a notícias, a realização de compras e, inclusive, o exercício da cidadania, por meio do acompanhamento de propostas legislativas. Tudo isso pela Internet, a grande rede virtual. Essa virtualidade trouxe a possibilidade de conhecimento, praticamente em tempo real, de acontecimentos ocorridos por todo o mundo (globalização) – com extrema velocidade no fluxo da informação, garantindo-se acesso rápido e quase que imediato a esta, possibilitando-se a comunicação instantânea, e interatividade constante entre as pessoas. Todavia, a evolução tecnológica também tem seu ônus. Com esse quadro de popularização da informática, alguns crimes migraram para o mundo digital. Modernamente, verifica-se que inúmeros delitos podem ser praticados pelo/por ou com a utilização de um computador ou dispositivo tecnológico. Nessa dinâmica de delitos praticados pelo computador ou com o auxílio deste, diferenciamos as infrações cibernéticas próprias (em que os terminais, arquivos, banco de dados e dispositivos informáticos em geral são atacados pelos criminosos, com o objetivo de causar danos diversos), dos delitos cibernéticos impróprios (quando o agente infrator se utiliza, para a prática/consumação de um determinado crime, de

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