Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle, é condenado por descarte de armas no mar

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Créditos: dziobek | iStock

O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da 19ª Vara Criminal da Capital,  decidiu pela condenação do policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, pela ocultação e destruição de provas do caso. Ele foi sentenciado a quatro anos de prisão, em regime inicial aberto.

Além de Lessa também foram condenados à mesma pena, Elaine Lessa (esposa), Bruno Figueiredo (cunhado) e mais dois amigos do ex-policial, José Marcio Mantovano, o ‘Bruno Gordo’, e Josinaldo Freitas, o ‘Djaca’. Segundo o Ministério Público todos participaram, em 13 de março de 2019, de uma ação para destruir armas que estavam escondidas em um apartamento de Ronnie Lessa no Rio de Janeiro. A operação aconteceu praticamente um ano depois das mortes de Marielle e Anderson.

A destruição das provas, segundo as investigações, ocorreu dias antes da prisão de Lessa pela morte da vereadora e do motorista. Um pescador disse à Polícia que alugou seu barco para um amigo do ex-PM, que teria arremessado seis armas no mar. Nenhuma delas foi recuperada.

“Como se nota, trata-se de grupo muito bem estruturado, ordenado com divisão de tarefas, para impedir e embaraçar as investigações em andamento, sendo suficiente as provas acostadas aos autos, o relatório policial e os depoimentos prestados para apontar a participação de todos os acusados, de forma estável, na prática do crime previsto no art. 2º, § 1º da Lei 12850/13. A prova coligida em Juízo corrobora as informações colhidas em sede policial, demonstrando, sem sombra de dúvidas, a associação criminosa perpetrada pelos Réus, em comunhão de ações e desígnios criminosos entre si para obstrução de investigação penal”, destacou o juiz na decisão.

Ronnie Lessa segue detido em um presídio de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte, aguardando data para julgamento pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Marielle e Anderson.

Com informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.


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