
A advogada Ilva Cabrera transformou a experiência de uma gestação de risco em um ensaio fotográfico que retrata os desafios enfrentados durante a gravidez. Nas imagens, publicadas nas redes sociais, aparecem elementos que passaram a fazer parte de sua rotina, entre eles as seringas utilizadas diariamente na aplicação de anticoagulante. Grávida de seu primeiro filho, Lucas, ela compartilhou também um relato sobre o período de descobertas, apreensão e acompanhamento médico intensificado.
Segundo Ilva, a trajetória começou em fevereiro, quando foi diagnosticada com Influenza A. Mesmo após o tratamento, alguns sintomas persistiram e, posteriormente, ela descobriu a gravidez. Durante o início do pré-natal, sua obstetra solicitou uma série de exames e, diante de alterações nos resultados, marcou uma consulta para o mesmo dia. Na ocasião, veio o diagnóstico de trombofilia, condição que pode aumentar o risco de complicações durante a gestação e exige acompanhamento médico individualizado.
A notícia provocou preocupação na advogada, especialmente diante das possíveis complicações explicadas pela equipe médica. Entre os riscos mencionados estavam trombose, aborto espontâneo, sangramentos, descolamento de placenta, parto prematuro, pré-eclâmpsia e alterações no crescimento fetal. Apesar das apreensões iniciais, os exames indicavam que o bebê estava bem naquele momento.
Com o diagnóstico, o acompanhamento da gestação passou a ser mais frequente. As consultas, que inicialmente seriam mensais, passaram a ocorrer em intervalos menores. Ilva também iniciou tratamento com anticoagulante injetável, além do uso de meia de compressão e progesterona. De acordo com seu relato, o tratamento deverá prosseguir durante o período pós-parto.
As aplicações diárias deixaram hematomas nos braços e nas pernas, marcas que também foram incorporadas ao ensaio fotográfico. A advogada relatou que passou a conviver com olhares de curiosidade e, em algumas situações, com aquilo que interpreta como julgamento em razão das marcas provocadas pelo tratamento.
Durante o segundo trimestre, novos exames indicaram a necessidade de ajuste da medicação. A dose do anticoagulante, inicialmente de 40 mg, foi elevada para 60 mg. Ilva também relatou o alto custo do medicamento e afirmou ter conseguido acesso ao tratamento por meio do Crema, Centro de Referência de Medicamentos Especiais.
Outro cuidado foi acrescentado após o ultrassom do primeiro trimestre apontar risco elevado para pré-eclâmpsia. Embora nunca tivesse apresentado histórico de pressão alta, a advogada recebeu da médica a explicação de que o risco poderia estar relacionado às condições de circulação sanguínea e à trombofilia. Por orientação médica, passou a utilizar também ácido acetilsalicílico (AAS).
Ao compartilhar as fotografias e sua experiência, Ilva buscou mostrar uma realidade diferente da gestação inicialmente imaginada. A rotina passou a incluir consultas mais frequentes, exames, medicamentos e aplicações diárias, ao mesmo tempo em que se prepara para o nascimento do primeiro filho.
Em seu relato, a advogada também destacou a importância da fé para enfrentar o período de incertezas e desafios relacionados à gestação.
(Com informações do Migalhas)
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