Lula sanciona lei do “Não é Não” para prevenção à violência contra a mulher em bares, boates e shows

Data:

violência doméstica
Créditos: Katarzyna Bialasiewicz | iStock

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), sancionou na quinta-feira (28) a Lei 14.786, que institui o protocolo “Não é Não” visando prevenir a violência contra a mulher em boates, shows, espetáculos musicais em locais fechados e casas noturnas que vendam bebida alcoólica. A iniciativa não se aplica a eventos religiosos.

Conforme a publicação no Diário Oficial da União (DOU), a nova legislação estabelece deveres para os estabelecimentos abrangidos em casos de violência. Entre essas obrigações, estão o afastamento da vítima do agressor, a colaboração na identificação de possíveis testemunhas, a solicitação da presença da Polícia Militar e o isolamento do local onde haja vestígios de violência até a chegada de agente público competente. O objetivo é criar uma dinâmica que preserve a integridade da vítima.

Lula sanciona lei do "Não é Não" para prevenção à violência contra a mulher em bares, boates e shows | Juristas
Autor
monkeybusiness
depositphotos.com

Além disso, os locais abrangidos pela lei devem manter, em sua equipe, pelo menos uma pessoa qualificada para seguir o protocolo, incluindo preparo para a preservação de possíveis provas e assistência à vítima.

A legislação também determina que, se o estabelecimento contar com câmeras de segurança, deve garantir o acesso às imagens à Polícia Civil e preservar as imagens relacionadas ao episódio por pelo menos 30 dias.

Os estabelecimentos contemplados pela lei poderão adotar medidas que julgarem pertinentes para preservar a integridade da denunciante, remover o agressor do local e criar um código próprio para que as mulheres possam alertar os funcionários sobre situações de risco.

No âmbito do poder público, a lei exige a manutenção e divulgação da lista “Local Seguro Para Mulheres”, incluindo as empresas que possuam o selo “Não é Não — Mulheres Seguras”. O selo será concedido aos estabelecimentos não obrigados pela legislação, mas que adotem voluntariamente o protocolo.

O protocolo “Não é Não” guarda semelhanças com o “No Callem”, implementado na cidade de Barcelona, Espanha, em 2018, e aplicado no caso Daniel Alves. Esse dispositivo espanhol foi concebido para combater agressões sexuais e violência machista em espaços de lazer, como discotecas e bares.

Com informações do Conjur e Agência Brasil.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo