Desvendada rede que publicava resenhas falsas na Amazon em troca de produtos grátis

Data:

Desvendada rede que publicava resenhas falsas na Amazon em troca de produtos grátis | Juristas
Créditos: Andrei Stanescu | iStock

A base de dados de uma rede formada por mais de 200.000 pessoas que publicavam comentários com avaliações falsas de produtos na Amazon, em troca de mercadorias, ficou exposta entre 1º e 6 de março de 2021.

Entre as informações vazadas estão dados dos vendedores, tais como, e-mail e telefone de onde eram enviadas mensagens do WhatsApp e do Telegram. No caso das pessoas que publicaram as avaliações, entre os dados tornados públicos estão suas contas da Amazon e os e-mails que aparecem nas contas de Paypal.

Segundo Davide Proserpio, professor assistente de marketing da Universidade do Sul da Califórnia, o caso deixa clara (mais uma vez) a existência de um mercado de resenhas falsas, “muito grande e muito ativo”.

As informações encontradas mostram um procedimento comum. Os vendedores enviam aos resenhistas uma lista de artigos. As pessoas que dão essa pontuação compram supostamente os produtos e deixam uma avaliação de 5 estrelas na Amazon alguns dias depois do recebimento da mercadoria. Uma vez finalizada a compra, o provedor da resenha falsa enviará uma mensagem ao vendedor com um link para o seu perfil da Amazon e seus dados de PayPal. Assim que o vendedor confirmar que todas as resenhas foram concluídas, o resenhista receberá um reembolso nesta plataforma de pagamento, relata o SafetyDetectives. Dessa forma, poderá manter gratuitamente os itens comprados. É importante não utilizar a plataforma da Amazon para esses reembolsos, pois isso faz com que a avaliação pareça legítima e não desperte a suspeita dos moderadores.

Um estudo, publicado em 2019 pela Organização de Consumidores e Usuários (OCU), indicou que 8,4% dos produtos vendidos na Amazon tinham uma “pontuação afetada de modo significativo por opiniões interessadas”.

Proserpio, realizou um estudo junto a outros pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia que concluiu que uma ampla gama de produtos na Amazon tem resenhas falsas compradas no Facebook. As avaliações falsas geralmente causam um “aumento significativo” na nota média de um produto, determinando crescimento temporário nas vendas.

Com informações de El País.

Fique por dentro de tudo que acontece no mundo jurídico no Portal Juristas, siga nas redes sociais: FacebookTwitterInstagram e Linkedin. Adquira sua certificação digital e-CPF e e-CNPJ na com a Juristas Certificação Digital, entre em contato conosco por email ou pelo WhatsApp (83) 9 93826000

Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça catarinense confirma possibilidade de penhora de bens comuns do casal em ação de execução

A penhora sobre os bens comuns do casal no regime de comunhão universal de bens é juridicamente viável, desde que a meação do cônjuge não devedor seja devidamente preservada, conforme determina o artigo 1.667 do Código Civil, observando as exceções previstas no artigo 1.668.

Digital Influencer será indenizado após suspensão injustificada de conta no TikTok

A suspensão arbitrária de um perfil em rede social configura falha na prestação de serviço, especialmente quando a conta é utilizada como fonte de renda. Caso a plataforma não comprove a violação dos termos de uso, pode ser condenada à reativação do perfil e ao pagamento de indenização por danos morais.

Justiça exige maior rigor de multinacional para combater golpes virtuais durante Black Friday

O juízo da 2ª Vara Cível da comarca de Brusque determinou que uma multinacional de anúncios digitais adote medidas imediatas para prevenir o uso de sua plataforma em golpes virtuais. A decisão, proferida em 25 de novembro de 2024, obriga a empresa a bloquear anúncios que utilizem indevidamente o nome e a imagem de uma rede de lojas de departamentos e de seu proprietário, salvo os provenientes de perfis verificados e oficiais.

TJ aplica Protocolo de Gênero e condena ex-marido a indenizar mulher por ofensas em rede social

Em decisão inédita, a 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) aplicou o Protocolo de Gênero, conforme previsto na Resolução nº 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em julgamento realizado no dia 28 de novembro. O caso envolveu recurso interposto por uma mulher contra o ex-marido, abordando temas como dissolução de união estável, partilha de bens, guarda de menor, pensão alimentícia e indenização por danos morais.