Vazamento de óleo paralisa operações e provoca caos no Aeroporto Santos Dumont

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Recuperação judicial
Créditos: Chalabala | iStock

Um vazamento de óleo ocorrido durante manutenção preventiva na madrugada desta terça-feira (30) paralisou as operações do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro. A falha, registrada por volta das 3h, quando não havia voos programados, exigiu uma extensa operação de limpeza com aplicação de desengraxante biodegradável e varrição manual da pista.

A pista permaneceu interditada até as 17h25, resultando na suspensão de mais de 160 voos — ao menos 80 chegadas e 84 partidas foram canceladas. Outras 14 aeronaves tiveram de alternar sua rota para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), segundo a concessionária RIOgaleão.

Tumulto no saguão
No terminal, o cenário foi de filas, aglomeração e passageiros sentados no chão à espera de informações. Muitos relataram frustração com a falta de comunicação das companhias aéreas e ausência de assistência adequada. Agentes do Procon Carioca estiveram no local para orientar os consumidores.

Entre os afetados estava o fotógrafo Diogo Bastos, de 22 anos, que embarcaria para Foz do Iguaçu. Ele afirmou que só recebeu informações sobre o cancelamento horas depois de realizar o check-in e foi realocado para o Galeão, com voo apenas à noite. Segundo ele, passageiros não receberam vouchers de alimentação, e estrangeiros enfrentaram barreiras de comunicação.

A Infraero informou que todas as medidas necessárias foram adotadas para garantir a segurança e o restabelecimento das operações, incluindo a emissão de aviso aos aeronavegantes (Notam).

Reflexos jurídicos
O episódio evidencia a relevância da atuação de advogados especializados em Direito do Consumidor em casos de transporte aéreo. Cancelamentos e atrasos em massa costumam gerar aumento da demanda por orientações jurídicas envolvendo reembolso, indenização por danos morais e materiais, além do dever de assistência.

Tais situações impactam diretamente a rotina de escritórios de advocacia que representam passageiros ou companhias aéreas, exigindo rapidez na formulação de reclamações, ações indenizatórias e na resposta a órgãos de defesa do consumidor.

(Com informações do portal Direito Real)

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