VEP/DF autoriza retomada gradual de benefícios e visitas

14
Advogados são presos por fraude
Créditos: BernardaSv | iStock

A juíza titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF) proferiu decisão na quinta-feira (10/9) autorizando a retomada gradual dos benefícios aos sentenciados presos, consistentes em trabalho externo, saídas temporárias e “saidinhas” para todos os reeducandos que dele fizerem jus, bem como o retorno das visitas sociais para visitantes previamente cadastrados ou judicialmente autorizados. O benefício não alcança as saídas para fins de estudo externo, uma vez que as aulas presenciais continuam suspensas nas redes pública e privada do Distrito Federal.

A decisão confirma posicionamento anterior da VEP no sentido de permitir o retorno da fruição de tais benefícios previstos a partir dos dias 14 e 16 de setembro, respectivamente, caso não houvesse nenhuma adversidade epidemiológica.

Sobre o atual cenário da Covid-19, a magistrada consignou que, embora até a presente data “ainda não tenha havido sua erradicação, tampouco a cura e, embora ainda haja necessidade de continuarmos todos, população extra e intramuros, adotando todas as medidas de prevenção e biossegurança estabelecidas pelos profissionais da saúde, não há que se falar em adversidade epidemiológica apta a manter o recrudescimento”. Assim, prossegue ela, “é chegado o momento de se reiniciar gradualmente o convívio mais estreito entre a população privada de liberdade e seus entes queridos e, ainda, a retomada das atividades laborais e de estudo externo”.

Para o retorno das visitas foi estabelecido protocolo com uma série de medidas a serem adotadas, entre elas a realização das visitas em blocos com horários definidos, limitação a um visitante por preso, vedação ao ingresso de visitantes que façam parte dos grupos de risco, proibição de contato físico e de acesso aos banheiros dos pátios, fechamento das cantinas, obrigatoriedade do uso de mascaras e proibição do acesso de ambulantes na área externa das unidades prisionais.

Com informações do CNJ.

DEIXE UMA RESPOSTA