Câmara aprova urgência para projeto que classifica falsificação de bebidas como crime hediondo

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Restaurante Taiko ressarcirá cliente
Créditos: Tsuguliev / iStock

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (2), o regime de urgência para o Projeto de Lei 2307/2007, que propõe incluir a falsificação de bebidas no rol dos crimes hediondos. A medida acelera a tramitação da proposta em meio ao aumento de casos de intoxicação por metanol, substância tóxica associada a diversas mortes no país.

Com a urgência, o texto pode ser levado diretamente ao Plenário da Câmara, sem necessidade de análise por comissão especial. O mérito ainda não tem data para votação. Caso aprovado, seguirá para apreciação no Senado Federal.

Contexto

De acordo com o Ministério da Saúde, já foram registrados 43 casos de intoxicação por metanol no Brasil. Em São Paulo, a Vigilância Sanitária interditou ao menos seis estabelecimentos suspeitos de comercializar bebidas adulteradas.

Para coordenar a resposta ao surto, o Ministério instalou uma sala de situação, composta por equipe técnica especializada, responsável por monitorar os casos e articular medidas de enfrentamento.

Consequências jurídicas

A Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/1990) prevê regime jurídico mais severo para crimes classificados como hediondos, entre eles homicídio qualificado, latrocínio, estupro e genocídio. Nesses casos:

  • a pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado;
  • não há possibilidade de anistia, graça, indulto ou fiança.

Se aprovado, o projeto equiparará a falsificação de bebidas a esses crimes, ampliando o rigor penal sobre a conduta.

(Com informações do Juri News)

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