
Três meses antes da liquidação do Banco Master — anunciada na semana passada — o Banco Central autorizou uma reestruturação societária que, na prática, esvaziou a instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.
A aprovação ocorreu em 11 de agosto e oficializou a saída de Augusto Lima, banqueiro ligado ao PT da Bahia, do quadro societário. A mudança foi validada em um momento em que o Banco de Brasília (BRB) ainda buscava aval do Banco Central para implementar uma operação de socorro ao Master, com apoio político dos presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira.
A reestruturação coincidiu com o período em que o BRB tentava viabilizar uma solução para evitar a intervenção na instituição. No entanto, o cenário se deteriorou rapidamente, culminando na liquidação extrajudicial decretada no início da semana passada.
Segundo documentos e comunicações internas, o esvaziamento societário envolveu mudanças estruturais que reduziram a presença de antigos sócios e reorganizaram o controle do banco. Entre os nomes que deixaram o quadro estavam executivos posteriormente presos na operação que investigou irregularidades relacionadas ao Master.
A liquidação do banco segue sob investigação, e os desdobramentos devem permanecer no centro das atenções do sistema financeiro e das autoridades de supervisão.
(Com informações do UOL)
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