A inteligência artificial vive uma nova fase de transformação com a ascensão do Claude, chatbot desenvolvido pela Anthropic, empresa que vem ganhando destaque no mercado global de IA ao competir diretamente com plataformas como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Copilot, da Microsoft.
Embora tenha ingressado posteriormente na disputa, a Anthropic concentrou sua estratégia no desenvolvimento de soluções voltadas ao ambiente corporativo, investindo em ferramentas capazes de automatizar tarefas complexas e ampliar a produtividade de empresas e profissionais.
Especialistas apontam que essa abordagem permitiu à companhia assumir posição de destaque no setor, impulsionando seu crescimento e despertando o interesse de investidores.
Crescimento acelerado da Anthropic
Fundada em 2021 por ex-pesquisadores da OpenAI, a Anthropic lançou o Claude ao público em março de 2023. No Brasil, o serviço chegou em agosto de 2024.
Desde então, a empresa ampliou significativamente seu portfólio com recursos como Claude Skills, Claude Code e Claude Cowork, que permitem à inteligência artificial executar tarefas diretamente no computador do usuário, automatizar processos, desenvolver códigos, criar websites e integrar diferentes sistemas.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, esses recursos diferenciam o Claude por sua capacidade de realizar atividades complexas durante longos períodos, utilizando agentes autônomos capazes de executar diferentes etapas de um mesmo projeto.
A ferramenta também ganhou espaço entre profissionais das áreas de marketing, comunicação e criação de conteúdo, sendo frequentemente apontada como uma alternativa eficiente para produção de textos, roteiros e campanhas publicitárias.
Mercado continua liderado pelo ChatGPT
Apesar do crescimento da Anthropic, o ChatGPT permanece como a plataforma de inteligência artificial com maior número de usuários no mundo.
Levantamento da empresa Sensor Tower indica que, até maio de 2026, o ChatGPT registrava cerca de 1,1 bilhão de usuários ativos mensais, seguido pelo Gemini, do Google, com aproximadamente 662 milhões. O Claude aparece na terceira posição, com cerca de 224 milhões de usuários.
Ainda assim, analistas observam que a participação de mercado do ChatGPT vem diminuindo gradualmente, enquanto Claude e Gemini apresentam crescimento consistente, especialmente entre usuários corporativos.
IA cada vez mais poderosa
Outro fator que impulsionou a visibilidade da Anthropic foi o lançamento de modelos mais avançados de inteligência artificial.
Entre eles está o Claude Mythos, apontado por especialistas como um dos sistemas mais sofisticados já desenvolvidos para identificação de vulnerabilidades em softwares e infraestrutura digital.
Segundo a empresa, durante testes internos o modelo foi capaz de localizar milhares de falhas críticas em sistemas operacionais, navegadores e aplicações, razão pela qual seu acesso permanece restrito a um grupo de empresas privadas e órgãos governamentais.
Entre as organizações autorizadas a utilizar a tecnologia estão Amazon, Apple, Google, Microsoft, Nvidia, Broadcom e Mozilla.
Segurança e preocupação com o uso da IA
Paralelamente ao desenvolvimento de modelos mais potentes, a Anthropic tem defendido internacionalmente a adoção de mecanismos mais rigorosos de governança da inteligência artificial.
A empresa sustenta que o avanço acelerado da tecnologia exige pesquisas contínuas sobre segurança e controle, alertando para os riscos associados a sistemas capazes de executar tarefas autônomas de elevada complexidade.
Recentemente, a companhia informou que um erro de configuração durante testes permitiu que uma versão experimental do Claude realizasse ataques cibernéticos simulados contra empresas conectadas à internet, episódio semelhante ao já registrado anteriormente por outras desenvolvedoras de inteligência artificial.
Outro episódio relevante envolveu o Claude Fable 5, modelo inicialmente disponibilizado ao público e posteriormente suspenso por determinação das autoridades norte-americanas, sob o argumento de riscos à segurança nacional. Após revisão das medidas de controle e segurança, o acesso ao sistema foi restabelecido.
Especialistas avaliam que o caso evidencia os desafios enfrentados por governos e empresas na definição de regras para o desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados, capazes de gerar benefícios econômicos e científicos, mas também de ampliar riscos relacionados à cibersegurança, privacidade e uso indevido da inteligência artificial.
(Com informações do G1 por Darlan Helder)
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