DeepSeek fica impedida de fornecer serviços a órgãos federais dos EUA

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Homem utiliza computador
Créditos: / iStock

O governo do presidente Donald Trump proibiu agências civis federais dos Estados Unidos de utilizar produtos e serviços da empresa chinesa de inteligência artificial DeepSeek, segundo informações divulgadas pela Bloomberg. A determinação prevê a retirada das ferramentas da companhia dos sistemas governamentais e também restringe sua participação em contratos com o governo federal.

A medida foi publicada pelo Departamento de Segurança Interna no Registro Federal, com fundamento em leis norte-americanas relacionadas à segurança cibernética. Com a decisão, as agências federais deverão remover de seus sistemas os produtos e serviços da empresa, em cumprimento às novas diretrizes estabelecidas pelas autoridades norte-americanas.

A restrição representa mais uma iniciativa do governo dos Estados Unidos para controlar o uso de tecnologias estrangeiras em estruturas governamentais. Nesse contexto, questões relacionadas à proteção de dados, à segurança das informações e à integridade dos sistemas públicos ganharam relevância no debate sobre a utilização de ferramentas de inteligência artificial.

A DeepSeek é uma empresa chinesa que desenvolve modelos de inteligência artificial de pesos abertos, permitindo que desenvolvedores tenham acesso aos modelos e possam adaptá-los para diferentes aplicações. Suas soluções chamaram a atenção do mercado internacional por oferecerem recursos avançados a custos relativamente baixos.

A expansão da empresa intensificou a concorrência no setor de inteligência artificial, especialmente em relação às companhias norte-americanas do Vale do Silício. O desempenho de seus modelos e a possibilidade de utilização por diferentes desenvolvedores ampliaram sua presença no mercado tecnológico global.

A decisão do governo Trump também impede que a DeepSeek participe de contratos com a administração federal norte-americana. A restrição afeta, portanto, não apenas a utilização direta de suas ferramentas pelos órgãos públicos abrangidos pela determinação, mas também as possibilidades de fornecimento de produtos e serviços à estrutura governamental.

O caso evidencia os desafios regulatórios e jurídicos associados à expansão da inteligência artificial, sobretudo quando envolve empresas estrangeiras e sistemas utilizados pelo poder público. A adoção dessas tecnologias exige a avaliação de riscos relacionados à segurança digital, à proteção de informações e à dependência de fornecedores externos.

(Com informações do UOL)

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