Oposição pede renúncia de presidente da Colômbia por propina da Odebrecht

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Oposição pede renúncia de presidente da Colômbia por propina da Odebrecht
Créditos: Dmitry Kaminsky / Shutterstock.com

Diversos membros da oposição da Colômbia pedem a renúncia do presidente Juan Manuel Santos caso se confirme que a campanha eleitoral do mandatário tenha recebido propina da construtora brasileira Odebrecht. As informações são da agência italiana ANSA.

Os pedidos surgiram após o procurador-geral Néstor Martínez informar que a campanha de 2014 de Santos teria recebido cerca de US$ 1 milhão da multinacional brasileira. A Procuradoria disse que parte dos US$ 4,6 milhões que teriam sido dados em propina, com intermediação do ex-parlamentar Otto Bula (preso e investigado pelo crime), foram usados pelo comitê eleitoral de Santos.

Em delação no Brasil, a Odebrecht reconheceu que cometeu a prática de suborno em diversos países latinos e que teria pago cerca de US$ 11 milhões em propinas na Colômbia entre 2009 e 2014. Além de Bula, o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel Morales, que atuava no governo de Álvaro Uribe, também foi preso por receber propina.

O ex-presidente colombiano Andrés Pastrana, aberto opositor do governo Santos, usou sua conta no Twitter para pedir a renúncia do mandatário. “Presidente Juan Manuel Santos: se comprovarem os pagamentos da Odebrecht para sua campanha, deve começar a considerar a possibilidade de renunciar”, escreveu.

Já a senadora Claudia López, do partido Aliança Verde, afirmou que essa é “uma situação muito grave” e que se “comprovarem [o envolvimento de] Santos e Vargas Lleras [vice-presidente], eles devem renunciar, porque são os diretos beneficiários desse dinheiro ilegal”. A senadora da oposição do partido Centro Democrático, María del Rosario Guerra, exigiu a renúncia imediata do presidente, ao dizer que ele “mentiu ao país tendo declarado que o dinheiro não vem de subornos”.

O governo desmentiu a acusação da Procuradoria e disse que o governo não recebeu esse dinheiro e que apenas valores declarados foram dados à campanha.

Fonte: Agência Ansa via Agência Brasil

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