Especialista esclarece mudanças no Simples Nacional

Data:

O Simples Nacional mudou, saiba como isso pode afetar você

O novo Simples Nacional, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2018, trouxe algumas mudanças importantes quando o assunto é tributação. Entre os principais destaques está a cobrança em separado do ICMS e ISS para empresas com faturamento anual entre R$ 3,6 milhões e R$ 4,8 milhões. Isso ocorre porque os limites ampliados valem apenas para impostos federais, enquanto o ICMS e ISS são destinados respectivamente aos estados e municípios.

De acordo com as novas regras, as empresas terão de recolher IRPJ, CSLL, PIS/Cofins, IPI e CPP por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Já o pagamento de ICMS e ISS deverá ser feito exclusivamente por meio de guias específicas, emitidas pelos órgãos estaduais e municipais competentes.

A especialista em Direito Tributário e Fiscal do Innocenti Advogados Associados, Beatriz Rodrigues Bezerra, frisa que será preciso cumprir obrigações acessórias no novo modelo do  Simples.

“Para as empresas que ultrapassarem o faturamento de R$3,6mi acumulados nos últimos 12 meses, o recolhimento do ICMS e do ISS não serão unificados pelo DAS. Somente os impostos federais terão recolhimento unificado. Assim, todas as obrigações acessórias decorrentes do recolhimento do ICMS e do ISS deverão ser cumpridas”.

Sobre o impacto financeiro do novo regramento do Simples em relação às empresas, Beatriz explica que no sistema antigo de recolhimento dos tributos uma única alíquota era aplicada e a divisão da receita recolhida era feita para cada ente de forma fracionada.

“Agora, com o recolhimento a parte do ICMS e do ISS nos termos já expostos, será aplicada a alíquota efetiva de cada produto/serviço, sendo que será subtraída da fração percentual representativa desses impostos da alíquota do Simples Nacional”.

A especialista recomenda os empresários avaliem com atenção a carga tributária do Simples para, se for o caso, rever ou não a adesão ao modelo tributário.

“Como o regime de tributação deve ser escolhido no mês de janeiro, os empresários devem verificar as projeções para saber se valerá a pena optar pelo Simples Nacional, visto que em outros tributos há a opção de débito e crédito que pode reduzir a carga tributária da empresa. O Simples Nacional, apesar de possuir alíquotas menores, nem sempre é o mais adequado para determinados tipos de empresa. Então vale a pena consultar um profissional para realizar um planejamento tributário”, recomenda.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Mais decisões e mais humanas: o paradoxo que os gabinetes já estão vivendo

Sérgio Longo Um assessor de desembargador me disse, numa conversa...

O que é dano moral e quando ele gera direito à indenização

Uma mulher tenta financiar uma geladeira e descobre, no balcão da loja, que seu nome está no cadastro de inadimplentes por uma dívida que nunca contraiu. Um pai perde o casamento da filha porque o voo foi cancelado sem aviso e a companhia não ofereceu alternativa. Um pequeno comerciante encontra sua foto, sem autorização, no anúncio de uma loja concorrente. Em todas essas histórias, mais cedo ou mais tarde, alguém diz a mesma frase: "isso dá dano moral".

O que é habeas corpus e como ele protege a liberdade de ir e vir

Quase sempre começa com um telefonema fora de hora. Um filho que não voltou para casa, um irmão levado à delegacia sem que ninguém saiba explicar o motivo, uma prisão decretada num processo de que a pessoa sequer tinha notícia. No meio da confusão, alguém pronuncia duas palavras em latim que parecem saídas de um livro antigo: habeas corpus.

Balanço Eleitoral

Ao fim e ao cabo de mais um processo eleitoral, cujo principal objetivo é a escolha de um candidato à Presidência da República, afora outros cargos do Poder Legislativo já definidos em primeiro turno, o que se espera é, ao menos, um balanço de tudo o que ouvimos e assistimos: menos propaganda eleitoral e mais ataques desenfreados de todos os lados, em um nível tão baixo como jamais se imaginou na história deste País, cansado de promessas de um futuro sem igual e de que alcançará sua democracia pelas urnas.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo