Conheça o modelo de negócio da Bossa Nova Investimentos

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Entenda como funciona a participação dos outros investidores

Aporte de Capital - BossaNova InvestimentosA Bossa Nova Investimentos se posiciona como uma Venture Capital (Capital de Risco). Contudo, é preciso esclarecer que não é uma empresa tradicional de capital de risco, e sim uma MICRO Venture Capital que investe e também agrega valor orientando startups em estágios muito iniciais, o chamado Early Stage.

Em relação ao funcionamento, a Bossa Nova ganha dinheiro quando essas startups têm um “evento de liquidez”, que historicamente pode ser via uma aquisição estratégica, um exit para um outro fundo ou uma oferta pública. Sendo assim, nós da Bossa Nova investimos o nosso próprio dinheiro e também de outros investidores parceiros e, quando há um evento de liquidez os outros investidores recebem 80% do lucro e na Bossa Nova com 20%.

Esta é a estrutura de uma empresa tradicional de uma Venture Capital (VC). Os VCs tradicionais investem cheques maiores entre 4 a 12 Startups por ano, na Bossa Nova podemos investir cheques menores em mais de 100 por ano. Muitos VCs precisam de uma certa porcentagem em cada empresa e investir mais dinheiro nas empresas que estão indo bem (ou seja, “pro rata” no jargão do VC). Nós também optamos e aportamos novamente nas que consideramos high performers.

Muitos VCs têm uma abordagem de ‘maior contato’ com a empresa pós-investimento. E nós, como investimos em mais empresas, temos uma abordagem de Smart Money e de Comunidade, que chamamos de Rede Bossa de Startups. Nesta Rede fazemos uma gestão completa com serviços, eventos, conexões e sinergias. Além disso, temos um sistema Company Metrics para controles e reports. Tentamos ajudar sempre quando as empresas nos acionam em ‘pontos de inflexão’, que são fundrainsing, M&A, desenvolvimento de negócios, entre outros.

Nossa abordagem não é a “melhor” ou “pior” que a de outros Venture Capital, somos complementares em estágios diferentes. Procuramos trabalhar com mais Startups que agregam valor de maneiras diferentes para os próximos estágios, inclusive na questão Valuation das Startups. Se não o fizermos, o nosso não funciona. Nosso modelo de negócio é diferente e por isso, acreditamos que podemos fazer retornos “de risco” consistentes a médio prazo para nossos investidores.

Nossa escolha e posicionamento é baseada no que acreditamos como mercado de opções, ou seja, investimentos no começo e temos opção de fazer ou não as novas rodadas de investimento e followons. Enfim, mais uma vez deixo claro o fato de que não existe certo ou errado. São estágios diferentes de investimentos e, quem deve decidir e escolher é o investidor quanto a sua estratégia, o seu apetite ao risco, a rentabilidade e o tempo esperado de retorno. De qualquer forma, Venture capital tradicional trabalham com investidores dispostos a investir no mínimo R$ 1 milhão de reais nos seus fundos de investimento em Startups.

Quando eu e o Pierre Schurmann começamos a operar juntos em 2015 e agregamos nosso portfólio, queríamos que a Bossa Nova se tornasse uma Super Angel, com uma pegada mais humana no formato Investimento ANJO, fazendo conexões e desenvolvendo relacionamentos com os melhores fundadores, investidores e parceiros corporativos. Até porque, cada um desses três atores quer se encontrar e ter relacionamentos uns com os outros, nós somos a ponte e conexão para isso.

startups
Créditos: scyther5 | iStock

Queríamos também investir em um gap que existia no Brasil que era o próximo cheque, logo após a Startup passar por uma Aceleradora e/ou receber o Investimento Anjo e antes do SEED, exatamente no Pré-Seed. Para isso, o ponto de partida seria investir em um número relativamente maior de Empreendedores e Startups promissoras com cheques menores entre R$ 100k a 500k e, conseguimos! Sabendo que boa parte dessas Startups irá falhar em algum momento e da mesma forma, outra parte alcançará níveis bem interessantes.

Em suma, tentamos reduzir o atrito no ecossistema, fazendo as conexões que são um “multiplicador de força” para as startups. O FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google) entre outras empresas de tecnologia mostraram que, se você puder reduzir o atrito (ou seja, os custos de transação), poderá gerar e capturar valor. É o que estamos buscando fazer.

No final de 2016, após a entrada do Grupo BMG, estruturamos nosso backoffice e nos preparamos para crescimento. Hoje contamos com mais de 400 Startups investidas (Brasil, EUA e Europa), 19 writeoffs e 11 exits e um IRR médio de 44% nos últimos 4 anos. Esse é o nosso resultado e o que nos faz ter absoluta certeza que estamos no caminho certo.

Texto escrito por João Kepler.

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