Fake news pode resultar em prisão de até 3 anos

Data:

Projeto de Lei apresentado no Senado quer criminalizar a divulgação de notícias falsas

A preocupação quanto a divulgação de notícias falsas não parte apenas dos gigantes da internet, como Facebook e Google. Isso fica claro pelo Projeto de Lei apresentado no Senado, que tem como objetivo fazer com que a divulgação de notícias falsas, as chamadas fake news, seja considerado crime.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 473/2017, elaborado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) prevê a reclusão de pessoas que compartilharem notícias falsas.

Essa medida visa aplicar uma pena em pessoas que compartilham informações mesmo sabendo que são falsas, de assuntos relacionados à saúde, economia nacional, segurança pública, processo eleitoral ou que afete o interesse público de alguma forma.

A pena de detenção varia de 6 meses a 2 anos. Porém, caso o meio de divulgação utilizado seja a internet, então a pena passa a variar de 1 a 3 anos. Ainda mais: caso o compartilhamento da notícia tenha como finalidade obter vantagem de alguma forma, a pena pode ser aumentada em até dois terços, ou seja, chegar a até 5 anos.

Reforço de lei já existente

Hoje em dia, notícias falsas que sejam direcionadas a pessoas específicas podem ser combatidas sob a alegação de crime de calúnia, difamação ou infâmia. Porém, de acordo com Ciro Nogueira, há casos em que não é possível individualizar o dano das fake news, já que elas derem o direito da população de receber notícias verdadeiras.

O Projeto de Lei do Senado está em fase de consulta pública e todos podem votar contra ou a favor da proposta no portal eCidadania, do Senado Federal.

 

Fonte oficial: Tecmundo

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo