Conversa privada entre advogado e cliente foi gravada e incluída nos autos do processo

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OAB
Créditos: diegograndi / iStock

O advogado Diego Eduardo Koprowski, apresentou uma queixa formal à OAB-SC afirmando que uma conversa privada com um cliente foi gravada. Segundo ele, durante audiência de instrução, o pediu ao juiz para ter uma conversa reservada com o cliente. O magistrado afirmou que iria interromper a gravação, no entanto a conversa foi gravada e incluída nos autos do processo

A juíza Giovana Maria Caron Bosio Machado, da 3ª Vara da Comarca de São Bento do Sul (SC), reconheceu a gravação e em sua decisão afirma que, por equívoco do magistrado que presidiu a audiência de instrução, foi gravada a conversa privativa entre o advogado e o réu.

“O magistrado e demais partes saíram da sala para possibilitar a conversa privativa entre réu e defensor, mas esqueceu o colega juiz de parar a gravação”, diz trecho da decisão, que também determina que o trecho da conversa privada seja apagado.

Segundo o advogado durante a conversa com seu cliente sobre alguns aspectos da instrução, o mesmo, acabou confessando parcialmente uma situação que não poderia de forma alguma constar no processo. O réu deu a entender que até 2014 participava de uma facção criminosa no presídio e que tinha abandonado o grupo ao ir para o “seguro” — regime prisional para detentos em risco ou sob ameaça.

“A acusação contra ele é justamente que ele participava de uma organização criminosa desde 2004, mas no processo não tem prova nenhuma de nada. A juíza reconheceu essa grave violação das minhas prerrogativas, mas a formação da convicção dela já foi formada por meio de uma prova ilícita”, sustenta.

Koprowski foi informado pelo Conselho Federal da OAB que o caso foi encaminhado para Comissão de Prerrogativas da entidade.

Com informações do Conjur.

 

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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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