Anthropic adotará marca d’água em conteúdos do Claude para cumprir regras do AI Act

Data:

Registro de Marcas e Patentes
Can programming language names be trademarks?” by opensourceway is licensed under CC BY-SA 2.0

A Anthropic anunciou que pretende implementar mecanismos de identificação em textos e arquivos gerados por futuras versões do Claude, seu sistema de inteligência artificial. A medida busca atender às exigências de transparência previstas no AI Act, legislação da União Europeia que estabelece regras para o desenvolvimento e uso de sistemas de inteligência artificial.

Segundo a empresa, os conteúdos gerados pelo Claude passarão a contar com mecanismos que permitam identificar sua origem.

Marcas d’água e metadados de procedência

A Anthropic informou que pretende incorporar marcas d’água aos textos produzidos pelos modelos e metadados de procedência assinados digitalmente aos arquivos gerados, sempre que houver suporte técnico.

A iniciativa tem como objetivo aumentar a transparência sobre conteúdos produzidos por inteligência artificial e facilitar a identificação de sua origem.

A empresa também pretende aplicar os mecanismos a modelos do Claude que já foram lançados, aproveitando o período de transição estabelecido pela legislação europeia.

A implementação faz parte dos esforços da Anthropic para adequar seus sistemas às novas exigências regulatórias da União Europeia relacionadas à transparência e à identificação de conteúdos gerados por IA.

Transparência no uso de inteligência artificial

O AI Act estabelece obrigações para diferentes participantes do ecossistema de inteligência artificial, incluindo requisitos de transparência para determinados sistemas e conteúdos produzidos ou manipulados por IA.

A identificação da origem de conteúdos é apontada como uma ferramenta para ampliar a transparência e permitir que usuários reconheçam quando determinado material foi produzido por sistemas automatizados.

A adoção de marcas d’água e metadados de procedência também pode contribuir para o rastreamento da origem de arquivos digitais, especialmente em contextos nos quais a distinção entre conteúdo produzido por humanos e por inteligência artificial é relevante.

(Com informações do Tilt UOL

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo