Comissão da Câmara debate impactos da liquidação extrajudicial do Banco Master

Data:

Certidão de Nascimento
Créditos: belchonock
/ Depositphotos

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realizará, nesta terça-feira (9), uma audiência pública para discutir as consequências econômicas e os efeitos sobre os direitos dos consumidores decorrentes da aquisição do controle acionário do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A reunião está prevista para as 14 horas, em plenário ainda a ser definido.

O debate foi solicitado pelos deputados Márcio Marinho (Republicanos-BA) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), que apontam a necessidade de esclarecer riscos e possíveis impactos da operação anunciada em março de 2025. O negócio envolve a compra de 58% do capital do Banco Master pelo BRB.

Pontos de preocupação

De acordo com os requerimentos apresentados, a operação levanta dúvidas sobre:

  • Transparência e governança pública na condução da aquisição;
  • Proteção ao consumidor financeiro, especialmente clientes do Banco Master e do BRB;
  • Segurança das aplicações de pequenos investidores, considerados mais vulneráveis;
  • Risco sistêmico envolvendo eventual pressão sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), caso haja deterioração da carteira adquirida.

Outro ponto sensível é a alta concentração de ativos do Banco Master em precatórios, classificados como instrumentos de baixa liquidez, o que exigirá atenção regulatória e prudencial.

A comissão também pretende avaliar se a operação atende plenamente às exigências do Banco Central, do Cade e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsáveis pela supervisão setorial.

Audiência reunirá autoridades e especialistas

Foram convidados representantes de órgãos de regulação, especialistas do setor financeiro e autoridades públicas. O objetivo é analisar riscos e benefícios da aquisição, além de discutir os possíveis efeitos sobre consumidores, investidores e sobre a estabilidade do mercado nacional.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Corregedoria do CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master

O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro, no valor total de R$ 4,7 bilhões. Os recursos estavam depositados em contas judiciais desde 2023 e deverão ser devolvidos, com rendimentos, à Conta Única do Tesouro Nacional. A decisão atende a pedido da AGU e considera que a manutenção dos valores como “precatórios bloqueados” não possui amparo legal.

Novas regras da Anac registram quatro casos de indisciplina na primeira semana de vigência

As novas regras da Anac para combater a indisciplina de passageiros registraram quatro ocorrências na primeira semana de vigência. Três foram classificadas preliminarmente como graves e podem resultar em multa de R$ 17,5 mil. A regulamentação também prevê, para infrações gravíssimas, suspensão do direito de voar por seis meses a um ano. As penalidades dependem de processo administrativo, com garantia de ampla defesa.

Falsa audiência judicial é usada para aplicar golpe

Uma jornalista perdeu R$ 10 mil após criminosos simularem uma audiência judicial e se passarem por sua advogada e por um magistrado. Utilizando informações reais do processo, os fraudadores solicitaram dados bancários e encaminharam um link à vítima. O TJ-RJ alerta que magistrados e servidores não solicitam pagamentos, senhas ou códigos de segurança e recomenda a confirmação de qualquer solicitação relacionada a processos por meio de canais oficiais.

TST fixa tese vinculante sobre prescrição intercorrente na execução trabalhista

O TST fixou tese vinculante sobre a prescrição intercorrente na execução trabalhista. A perda do direito de prosseguir na cobrança poderá ocorrer quando o trabalhador deixar de cumprir ordem judicial expedida após 11 de novembro de 2017 pelo prazo de dois anos. Para a aplicação da medida, porém, a intimação deve ser pessoal, específica e adequada ao caso, e o trabalhador deve ter oportunidade de apresentar justificativa antes da extinção da execução.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo