STJ reafirma necessidade de pedido administrativo prévio em ações de cobrança de seguro

Data:

Contrato Social - Modelo de Documento
Créditos: pressmaster / Depositphotos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou, em recentes decisões monocráticas, a necessidade de um pedido administrativo prévio como condição de procedibilidade para o ajuizamento de ações de cobrança de seguro. A ausência desse requerimento impede que tais ações sejam aceitas, e essa interpretação foi favorável a seguradoras em três casos analisados pelo tribunal contra a Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada S/A.

Os ministros do STJ argumentaram que o prévio pedido administrativo é uma condição crucial para a propositura de ações de cobrança de indenização securitária. No primeiro caso (REsp 2.089.791), de relatoria do ministro Raul Araújo, o processo originou-se de uma ação de indenização movida por um segurado que buscava receber o valor da indenização de sua apólice de seguro. No entanto, a ação foi extinta em primeira instância devido à falta de comprovação da negativa de pagamento por parte da seguradora.

Seguro de Vida
Créditos: CHOATphotographer / Shutterstock.com

O Tribunal local reverteu essa decisão, ordenando que o processo retornasse à primeira instância para continuação. A seguradora recorreu com um recurso especial fundamentado no artigo 105, III, a e c, da Constituição Federal.

Ao analisar o recurso especial, o ministro destacou que a interpretação do tribunal local divergia da jurisprudência consolidada da Corte Superior. Segundo esta jurisprudência, o pedido administrativo prévio é um requisito fundamental para o início de ações de cobrança de indenização securitária, a menos que a seguradora apareça no processo para impugnar o pedido de pagamento. No caso analisado, a seguradora argumentou a ausência de formalização do pedido administrativo.

STJ reafirma necessidade de pedido administrativo prévio em ações de cobrança de seguro | Juristas
Crédito: scyther5/Shutterstock.com

O segundo recurso (REsp 2.093.170), movido pela seguradora, foi relatado pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que seguiu a mesma linha de raciocínio. De acordo com ele, “a seguradora não está obrigada a pagar, simplesmente porque não tem ciência do sinistro. Portanto, não realizada essa comunicação, não há lesão a direito ou interesse do segurado”.

O último caso (REsp 2.089.748) ficou sob a responsabilidade do ministro João Otávio de Noronha.

Com informações do Portal Migalhas.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Bruno Dantas formaliza renúncia ao cargo de ministro do TCU e abre caminho para indicação de Rodrigo Pacheco

O ministro Bruno Dantas formalizou sua renúncia ao cargo no Tribunal de Contas da União (TCU), com saída prevista para 9 de setembro. A vaga, destinada à indicação do Senado Federal, deverá ser disputada politicamente e o nome de Rodrigo Pacheco ganhou força para assumir o posto. A mudança ocorre em meio à reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e às articulações do Congresso antes das eleições de 2026.

TSE deve definir limites para uso de deepfakes nas eleições e critérios para punições

O TSE analisa critérios para definir o que caracteriza deepfake eleitoral e quais punições poderão ser aplicadas pelo uso irregular de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O debate envolve especialmente vídeos e áudios com elevado grau de realismo e potencial para confundir o eleitor, além da diferenciação entre deepfakes e manifestações claramente fictícias, como memes, caricaturas e conteúdos satíricos.

Governo cria regras para combater cambismo digital e ampliar proteção de consumidores em eventos

O governo federal regulamentou a venda, a revenda e a transferência de ingressos pela internet com medidas destinadas a combater o cambismo digital, ampliar a transparência e proteger direitos dos consumidores. A regulamentação estabelece regras para filas, meia-entrada, taxas, revenda, transferência e reembolso. Outro decreto determina a disponibilização gratuita de água potável em eventos culturais, com regras específicas para eventos com mais de mil pessoas.

Tribunal do Júri condena corintiano por matar esposa palmeirense após discussão

O Tribunal do Júri condenou o empresário Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, ocorrida em 2021. A vítima foi atingida por oito golpes de faca após uma discussão relacionada à rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Os jurados reconheceram o feminicídio, o emprego de meio cruel e o aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença dos filhos do casal. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo