Governo adia decisão sobre fim do subsídio à gasolina após alta do petróleo no mercado internacional

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STJ mantêm indenização para idoso que caiu em posto de gasolina
Créditos: Africa Studio / Shutterstock.com

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quinta-feira (9) que o governo federal reavaliará, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio concedido à gasolina. A medida, criada para reduzir os impactos da instabilidade no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis, poderá ser mantida temporariamente em razão da recente valorização do petróleo no mercado internacional.

Segundo o ministro, a intenção da equipe econômica era anunciar o encerramento do benefício ainda nesta semana. No entanto, a elevação superior a 5% no preço do barril de petróleo registrada na quarta-feira (8) levou o governo a adiar a decisão.

“O cenário mudou em relação ao que era esperado. Vamos acompanhar a evolução dos preços para avaliar se o subsídio poderá ser retirado de forma parcial ou integral na próxima semana”, afirmou Durigan durante entrevista à Rádio Gaúcha.

Subsídio foi criado para conter alta dos combustíveis

O benefício foi anunciado pelo governo federal em maio como uma medida temporária para reduzir os efeitos da escalada das tensões no Oriente Médio sobre o preço da gasolina no Brasil.

O programa prevê uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina produzida no país e também para a importada, com vigência inicial de dois meses.

A iniciativa integra um conjunto de ações adotadas pelo Executivo para minimizar o impacto da volatilidade do mercado internacional de petróleo sobre consumidores e setores econômicos.

Pacote de medidas para combustíveis

O subsídio à gasolina faz parte de um pacote anunciado pelo governo em abril, destinado a conter a alta dos combustíveis.

Entre as medidas implementadas estão:

  • subvenção ao diesel;
  • isenção de tributos federais incidentes sobre o biodiesel;
  • subsídio ao gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha;
  • subvenção ao querosene de aviação;
  • criação de linhas de crédito voltadas ao setor aéreo.

A subvenção ao diesel foi encerrada em 1º de julho, e a expectativa do governo era adotar procedimento semelhante em relação à gasolina. Entretanto, a nova alta do petróleo fez com que a retirada do benefício fosse reavaliada.

Escalada do conflito influencia mercado de petróleo

A cautela do governo ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.

Na quarta-feira (8), forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram uma nova ofensiva militar contra o Irã, atingindo dezenas de alvos estratégicos ao longo da costa do país. Segundo informações divulgadas pelas autoridades americanas, os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade iraniana de realizar ações contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Entre os alvos atingidos estariam sistemas de defesa aérea, centros de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e estruturas logísticas militares.

A operação deu continuidade aos ataques iniciados na terça-feira (7), quando aproximadamente 80 alvos militares iranianos também foram bombardeados.

A intensificação do conflito elevou as preocupações dos mercados quanto à oferta global de petróleo, contribuindo para a valorização do barril e influenciando a estratégia do governo brasileiro em relação aos subsídios aos combustíveis.

(Com informações do G1 por Mariana Assis)

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