Homem comprova união estável com segurada falecida do INSS e irá receber pensão por morte

Data:

 

separação
Créditos: Nurdanst | iStock

Um homem de 58 anos residente em Augusto Pestana (RS) teve seu direito a receber pensão por morte de sua companheira, segurada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), confirmado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A 6ª Turma do tribunal decidiu por unanimidade que ele comprovou a união estável de mais de 30 anos com a falecida segurada, presumindo-se a dependência econômica e, portanto, sendo devida a concessão do benefício. A decisão foi proferida no dia 27/2.

O homem entrou com o processo em março de 2022, afirmando que a companheira faleceu em outubro de 2020 e que o INSS negou a pensão por morte alegando que ele não comprovou sua dependência econômica da falecida. Ele juntou documentos como comprovantes de residência em nome da companheira e dele, certidão de nascimento da filha em comum do casal e declaração da empresa do plano de saúde constando que ele era dependente da falecida para provar a união estável.

Em outubro de 2021, a 1ª Vara Federal de Ijuí (RS) julgou a ação procedente, mas o INSS recorreu ao TRF4 alegando ausência de prova da dependência econômica. A 6ª Turma do tribunal negou o recurso e determinou que o INSS implemente a pensão em 20 dias, com retroatividade à data do óbito da segurada.

O relator do caso, desembargador João Batista Pinto Silveira, destacou que a qualidade de segurada da falecida é requisito incontroverso e que a união estável entre o casal foi demonstrada pelas provas, com testemunhos coerentes corroborando as alegações da inicial. Portanto, a dependência econômica é presumida, sendo devida a concessão da pensão por morte.

ACS

(Com informações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo