Plenário do Senado aprova projeto que estabelece proteção de crianças e adolescentes nas plataformas digitais

Data:

Plenário do Senado aprova projeto que estabelece proteção de crianças e adolescentes nas plataformas digitais | JuristasNa sessão plenária desta quarta-feira (27), o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 2.628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que cria um marco normativo voltado à proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Conhecida como “Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital)”, a proposta segue agora para sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto, que contou com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR), integra a lista de prioridades legislativas do governo federal e estabelece um conjunto de medidas destinadas a proteger menores de idade em plataformas digitais, reforçando os mecanismos legais frente a riscos e violações online.

Entre os principais pontos do projeto, destacam-se:

  • Obrigatoriedade de verificação rigorosa da idade do usuário, para impedir o acesso indevido de crianças a conteúdos impróprios;
  • Fortalecimento do controle parental, garantindo maior autonomia e ferramentas para que os responsáveis legais acompanhem e restrinjam o acesso dos menores a conteúdos digitais;
  • Remoção imediata de conteúdos relacionados à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes, com responsabilização das plataformas em caso de omissão.

Durante a votação, o senador Alessandro Vieira, autor da proposta, destacou o caráter inovador da medida:

“Estamos regulando parcialmente as atividades das empresas mais poderosas da história do capitalismo. Esta é a primeira lei das Américas que trata do tema com esse nível de profundidade.”

O parlamentar conduziu simbolicamente os trabalhos da Presidência da Casa, por deferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no momento da apreciação da matéria.

Apesar do amplo apoio, o projeto recebeu votos contrários dos senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

A medida representa um avanço no arcabouço jurídico brasileiro voltado à proteção da infância no meio digital, buscando conciliar liberdade tecnológica com responsabilidade e salvaguarda dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.

(Com informações da Agência Senado)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo