O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rui Ramos Ribeiro, concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira (17 de maio) para tratar das denúncias de monitoramentos telefônicos supostamente ilegais. O presidente demonstrou preocupação diante da insegurança jurídica e ameaças ao Estado Democrático de Direito causadas pelos fatos.
No âmbito do TJMT, está em andamento um procedimento aberto pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) que irá fazer a averiguação interna de caráter administrativo disciplinar para verificar se algum magistrado teria agido indevidamente na análise dos pedidos de monitoramento telefônico
“A primeira impressão que eu tive é que não se tem nenhuma evidência de concorrência de magistrados para esse acontecimento. Ou seja, os magistrados analisaram pedidos que vieram formalmente ao juízo criminal onde eles jurisdicionam, pedidos típicos de monitoramento telefônico, com apontamentos dos requisitos legais, com apontamento mínimo de provas e envolvimento daquelas pessoas que estariam utilizando para que eles pudessem deferir. A primeira impressão que tivemos é que não há nada, mas é dever funcional da Corregedoria entrar na apuração dessas decisões, ouvir os magistrados e fazer uma análise rigorosa”, explicou o presidente.
A Presidência do TJMT também atua no caso no sentido de solicitar aos magistrados quais foram as decisões dos processos que tiveram deferidos monitoramentos telefônicos de 2014 a maio deste ano, especialmente vindos do Ministério Público, a fim de saber onde os processos foram deferidos e quais números telefônicos que foram efetivamente monitorados.
Além disso, o destino do sinal enviado pelas operadoras telefônicas com as conversas ‘grampeadas’ também será analisado pelo presidente do TJMT. Ele explicou aos jornalistas como funciona o sistema dos chamados “guardiões”, que são os aparelhos eletrônicos receptores das conversas monitoradas com autorização judicial. Com o conhecimento do acesso ao guardião, o Judiciário tem condições de averiguar os responsáveis e quais números podem ter sido incluídos de forma ilegal.
O presidente demonstrou preocupação com as vítimas que tiveram seus direitos violados e ressaltou a importância de prestar esclarecimentos completos a todos que, porventura, possam ter sido incluídos na lista de interceptações erroneamente.
“A vítima tem que ser esclarecida. A vítima tem que saber o que está ocorrendo naquele processo que ela está de algum modo envolvida. É dever do Judiciário promover a Justiça, não é dever do Judiciário proteger o Estado. O Poder Judiciário tem que defender o que lhe é peculiar, defender a sua prestação jurisdicional. É algo que realmente merece uma apuração muitíssimo séria. Eu não posso me deixar esquecer da importância de que as vítimas seja efetivamente esclarecidas. No meu modo de ver é uma responsabilidade do Estado e isso eu vou tratar dentro do Judiciário”
CNJ – O Conselho Nacional da Justiça (CNJ) foi informado da situação que se passa em Mato Grosso por meio de ofício encaminhado pelo presidente Rui Ramos à ministra Carmen Lúcia, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional do CNJ.
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.
O Tribunal de Justiça do Piauí apresentou novas ferramentas de Inteligência Artificial desenvolvidas pelo Opala Lab para auxiliar magistrados e servidores, otimizar processos e modernizar os serviços judiciais. As soluções incluem sistemas de transcrição de audiências, análise processual e organização de bases de conhecimento, com foco em segurança, autonomia tecnológica e eficiência.
O TJ-SP deverá analisar recurso de uma mulher que busca excluir a filiação materna de sua certidão de nascimento após relatar ter sido vítima de graves abusos durante a infância. Embora a sentença de primeiro grau tenha reconhecido os traumas e autorizado a retirada dos sobrenomes maternos, o pedido de desconstituição da maternidade foi negado sob o fundamento de que a filiação biológica deve permanecer registrada.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do senador Marcelo Crivella ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um estudante que teve sua imagem e seu depoimento utilizados, sem autorização, em propaganda eleitoral. A Corte rejeitou novos recursos da defesa e preservou a sentença que também envolve o Partido Republicanos.
Dois novos projetos de data centers em Caucaia (CE) estão em fase de licenciamento ambiental e poderão consumir energia equivalente à utilizada por 4,5 milhões de residências, volume superior ao total de domicílios do estado. A dimensão dos empreendimentos intensificou o debate sobre os impactos ambientais, o consumo de água, o licenciamento simplificado e a necessidade de consulta às comunidades potencialmente afetadas.
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