Reajuste do Judiciário é sancionado com veto às parcelas previstas para 2027 e 2028

Data:

Atrasar salário de empregado é motivo para despedida indireta, decide TRT/CE
Créditos: Sebastian Duda / Shutterstock.com

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou com vetos a lei que trata do reajuste salarial dos servidores do Judiciário federal. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), assegura a aplicação de apenas uma parcela de correção salarial, a ser concedida em 2026, excluindo os reajustes que estavam previstos para 2027 e 2028.

A Lei nº 15.293 limita o aumento a um percentual de 8% no próximo ano. O texto aprovado pelo Congresso previa três reajustes anuais consecutivos, também de 8%, mas o Executivo vetou as parcelas futuras ao entender que a concessão de aumentos com efeitos financeiros após o término do mandato presidencial viola o artigo 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo o governo federal, a norma impede a criação de despesas obrigatórias com pessoal que ultrapassem o período de mandato do chefe do Executivo, o que inviabilizaria a implementação dos reajustes nos anos seguintes.

O reajuste teve origem no Projeto de Lei nº 4.750/2025, encaminhado ao Congresso pelo Supremo Tribunal Federal. A proposta recebeu parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM) e foi aprovada pelo Senado em 26 de novembro.

Durante a tramitação, o relator defendeu que a medida não configura aumento real de salários, mas sim uma recomposição inflacionária diante das perdas acumuladas pelos servidores desde 2019.

(Com informações da Agência Senado)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Justiça concede liminar e permite funcionamento temporário de casa de aposta

Justiça Federal em São Paulo concede liminar que permite à Stake Brazil continuar operando até 25 de outubro de 2026. A decisão considera a necessidade de observar um prazo de transição antes da suspensão das atividades.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo